Hillary pressionará Irã por jornalista presa; Obama decepcionado

Por Sue Pleming WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos EUA, Barack Obama, e a secretária de Estado, Hillary Clinton, disseram neste sábado estar decepcionados com a decisão iraniana de condenar a jornalista norte-americana descendente de iranianos, Roxana Saberi, por espionagem. Hillary disse que discutirá o caso com Teerã.

Reuters |

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, está "profundamente decepcionado" com a decisão iraniana de condenar a jornalista , disse neste sábado o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.

"Seus pensamentos e orações estão com ela e com a sua família, disse o porta-voz da Casa Branca, referindo-se à reação de Obama ao saber da condenação. "Eu acho que nós continuaremos a expressar preocupações de que nós temos através da Suíça ao governo iraniano e deixar claro que eles enfatizem e compreendam nossa profunda preocupação por essas ações."

A sentença vem no momento em que Washington busca engajar o Irã em uma série de questões, e a decisão de mandar Saberi para a cadeia pode complicar os esforços.

"Eu estou muito desapontada com a sentença dada a Roxana Saberi pela corte iraniana", disse Hillary em um comunicado divulgado pelo Departamento de Estado.

A agência de notícias iraniana Isna citou uma autoridade do judiciário do país não-identificada, dizendo que Saberi havia sido condenada a oito anos de prisão por espionagem e que ela poderá apelar.

O Departamento de Estado tem repetidamente chamado as acusações contra Saberi de "sem base e infundadas".

Hillary pessoalmente apelou em várias ocasiões para que o Irã libertasse Saberi, de 31 anos, afirmando que isso representaria um gesto de boa vontade por parte da república islâmica para com os Estados Unidos, no momento em que este último busca melhorar suas relações com Teerã.

"Nos continuaremos a ressaltar vigorosamente nossas preocupações com o governo do Irã", acrescentou Hillary sobre o caso de Saberi.

No mês passado, em uma rara atitude diplomática com Teerã, os Estados Unidos convidaram por meio de uma carta a delegação iraniana a participar de uma conferência no Afeganistão, que foi anunciada pelo serviço nacional de rádio e pela BBC.

A carta também pediu assistência no caso de dois outros norte-americanos, incluindo o ex-agente do FBI, Robert Levinson, preso no Irã há dois anos em uma viagem a negócios.

Os dois países não mantêm relações diplomáticas, e Clinton disse neste sábado que está trabalhando de perto com os intermediários suíços, que respondem pelos interesses norte-americanos no Irã, para conseguir mais detalhes sobre a decisão da corte em relação à Saberi e para garantir seu "bem-estar".

"A sra. Saberi nasceu e cresceu nos Estados Unidos, ainda assim escolheu viajar para a República Islâmica do Irã devido ao seu desejo por aprender mais sobre sua herança cultural. Nossos pensamentos se somam aos de seus pais e de sua família durante este momento difícil", afirmou Hillary.

(Reportagem adicional de Jeff Mason)

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