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Hillary pede que Irã repense sua perigosa política nuclear

A secretária de Estado norte-americano, Hillary Clinton, instou o Irã neste domingo a reconsiderar sua perigosa política nuclear, dizendo que a postura de Teerã deixa a comunidade mundial sem escolha a não ser impor custos maiores.

iG São Paulo |

"O Irã deixa a comunidade internacional sem escolha a não ser impor custos maiores para seus passos provocativos. Juntos, estamos encorajando o Irã a reconsiderar suas perigosas decisões políticas", afirmou Clinton em discurso na capital do Catar.

"Estamos agora trabalhando ativamente com nossos parceiros regionais e internacionais, no contexto de nossa aproximação, para preparar e implementar novas medidas para convencer o Irã a mudar o curso", acrescentou, falando no Fórum Mundial Islã-Estados Unidos, em Doha.

Visita ao Catar

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, viajou para o Golfo em busca de apoio dos países árabes a sanções mais duras contra o Irã devido ao seu polêmico programa nuclear.

No Catar, Clinton participa do Fórum Anual Estados Unidos-Mundo Islâmico e se reúne com o premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, um opositor às sanções.

A viagem de três dias - que foi adiada em um dia depois que o marido da secretária de Estado, o ex-presidente Bill Clinton, passou por uma operação cardíaca em Nova York - também incluirá a primeira visita de Hillary Clinton à Arábia Saudita.

Estão previstos encontros com o Rei Abdullah e o ministro do Exterior, príncipe Saud al-Faisal.

China

O governo Obama quer que o Conselho de Segurança da ONU imponha uma quarta rodada de sanções contra o Irã e está apostando em uma ofensiva diplomática no Golfo para pressionar o governo iraniano.

Enquanto Teerã sustenta que seu programa nuclear tem como único fim a geração de energia elétrica, o Ocidente suspeita que o país esteja tentando desenvolver bombas atômicas.

O principal objetivo da passagem pela Arábia Saudita é convencer o governo do país de usar sua crescente relação comercial com a China para convencer Pequim a abandonar a oposição às sanções contra o Irã.

"Esperamos que eles (sauditas) usem estas visitas, estas relações, de maneira a ajudar a aumentar a pressão sobre o Irã", disse o Secretário de Estado assistente, Jeffrey Feltman.

A China, que tem poder de veto no Conselho de Segurança da ONU, é contra a quarta rodada de sanções.

Segundo analistas, Pequim teme a perda de lucro com investimentos no Irã e uma possível interrupção no fornecimento de petróleo do país.

Hillary Clinton espera que a Arábia Saudita possa prometer aos chineses que o reino seria capaz de compensar qualquer problema de suprimento.

* Com Reuters e informações da BBC Brasil

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