Hillary pede que Irã e Coreia do Norte voltem a negociar programa nuclear

Washington, 26 jul (EFE).- A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pediu hoje à Coreia do Norte e ao Irã que voltem a negociar seus programas nucleares.

EFE |

Durante uma hora de entrevista ao programa "Meet the Press", da rede de TV americana "NBC", Hillary também falou da Rússia, com quem Washington busca uma relação mais respeitosa, do Afeganistão, do Oriente Médio, da política externa do presidente Barack Obama e de suas opções políticos.

A chefe da diplomacia americana quer que a "Coreia do Norte volte à mesa de negociações e seja parte de um esforço internacional que conduza à desnuclearização" da península coreana.

Hillary também elogiou a "grande cooperação" de Japão, China, Coreia do Sul e Rússia no tratamento à Coreia do Norte. Segundo ela, todos aplicam energicamente as sanções que as Nações Unidas impuseram ao regime norte-coreano pelos testes nucleares e de mísseis feitos no fim de maio.

O Governo da Coreia do Norte lançou uma série de provocações nos últimos meses, mas a partir de agora elas "não funcionarão, não darão resultados", afirmou na entrevista.

Pyongyang "não só contrariou as normas internacionais (com seu programa nuclear), como também é um regime envolvido na proliferação" nuclear", destacou a diplomata.

"Sabemos disso, com certeza. Não se trata apenas da ameaça que a Coreia do Norte representa para seus vizinhos e, eventualmente, para os que estão mais longe, mas do fato que (os norte-coreanos) tentam armar outros" países, acrescentou.

Sobre o Irã, Hillary afirmou que o país nunca conseguirá desenvolver armas nucleares e que os Estados Unidos "não permitirão que isso ocorra".

"A quem quer que tome estas decisões (no Governo do Irã), queremos que chegue a mensagem: se tentarem obter armas nucleares para intimidar e projetar seu poder, não permitiremos que isso ocorra", enfatizou.

Segundo a secretária, "em primeiro lugar", os EUA "farão todo o possível para impedir que (os iranianos) obtenham uma arma nuclear".

"Mas a tentativa (do Irã) é inútil", reiterou a secretária de Estado. "É inaceitável que o Irã tenha armas nucleares".

Em outro trecho da entrevista, a ex-primeira-dama ressaltou que o Governo de Obama quer "reativar as relações com a Rússia" a partir de "um novo enfoque".

"Sabemos que não é fácil e isso requer tempo. É o cultivo da confiança mútua", acrescentou. "Queremos que a Rússia seja forte, pacífica e próspera".

Washington e Moscou, prosseguiu, "trabalham para a redução dos arsenais nucleares, para a redução dos materiais físseis, de modo que haja mais segurança e que não caiam em mãos indevidas. Também trabalham para combater a ameaça da violência extrema".

A secretária de Estado também defendeu a estratégia do presidente Obama para o Afeganistão, onde as tropas americanas foram reforçadas e a campanha contra os talibãs se tornou mais agressiva. Segundo Hillary, essa estratégia "tem o apoio de amigos e aliados".

A Al Qaeda "tem o apoio e usa aliados radicais como alguns elementos entre os talibãs e outros grupos violentos na região. Ela faz o mesmo no resto do mundo para ampliar seu alcance", disse.

"Para erradicar e destruir a Al Qaeda, temos que combater os que dão amparo aos líderes da Al Qaeda", frisou.

A diplomata, que foi uma forte candidata nas eleições americanas do ano passado, disse que neste momento está focada em seu trabalho como secretária de Estado e que não pensa no próximo processo eleitoral. EFE jab/sc

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