Hillary pede que Coreia do Norte pare insultos e dialogue

Por Jack Kim e Arshad Mohammed SEUL (Reuters) - A secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, disse na sexta-feira que a Coreia do Norte deveria abandonar suas provocações e retomar as discussões sobre seu programa nuclear, já que as relações com os EUA não irão melhorar caso Pyongyang continue insultando a Coreia do Sul.

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Hillary chamou o regime norte-coreano de "tirania" e repetiu a promessa de incentivos econômicos e políticos em troca da suspensão do programa norte-coreano de armas nucleares.

"A questão mais imediata é continuar a desativação das suas instalações nucleares e obter um acordo completo e verificável quanto ao fim do seu programa nuclear", disse ela em entrevista coletiva ao lado do chanceler sul-coreano, Yu Myung-hwan.

Negociações envolvendo EUA, China, Japão, Rússia e as duas Coreias estão praticamente paralisadas, especialmente desde que Pyongyang rejeitou a retirada de material nuclear do país para testes que comprovem a desativação do programa de armas nucleares.

Nesta semana, o regime comunista disse estar preparado para uma guerra contra o Sul, e acusou os EUA de preparem um ataque nuclear. Além disso, Pyongyang estaria preparando o teste de um novo míssil capaz de atingir o Alasca.

"A Coreia do Norte não terá uma relação diferente com os Estados Unidos enquanto insultar (o Sul) e recusar o diálogo com ele", disse Hillary em Seul, na terceira etapa da sua viagem pela Ásia.

Ela disse que a retórica norte-coreana é "provocativa", e elogiou Seul por sua moderação.

Diante da possibilidade de mais um surto de escassez alimentar, a Coreia do Norte se volta furiosamente contra o governo conservador do Sul, que suspendeu a política de ajuda dos últimos anos, em retaliação contra o impasse nuclear.

"A obtenção da democracia e da prosperidade na Coreia (do Sul) faz um forte contraste com a tirania e a pobreza no outro lado da fronteira, no Norte", disse Hillary.

A Coreia do Norte queixou-se de ser chamada de "posto avançado da tirania" no governo de George W. Bush, e um analista disse que as declarações de Hillary poderiam provocar mais indignação de Pyongyang, que estaria esperando uma postura mais branda do novo governo democrata dos EUA.

"Deve levar a uma nova rodada de retórica mais dura, ou a uma possível provocação militar contra a Coreia do Sul", disse o pesquisador Moon Hong-sik, do Instituto para a Estratégia Nacional de Segurança, da Coreia do Sul.

(Reportagem adicional de Kim Junghyun e Jon Herskovitz)

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