Hillary pede nova fase na guerra do México contra as drogas

A secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, prometeu nesta terça-feira ajudar o México a fortalecer o combate às drogas que fracassou em tentar frear o crescente poder de traficantes na fronteira entre Estados Unidos e México.

Reuters |

AP
Hillary encontra Patricia Espinosa, chanceler mexicana
Hillary encontra Patricia Espinosa, a
ministra das Relações Exteriores
"Esta nova agenda expande nosso foco além de desarticular as organizações de tráfico de drogas - que seguirá o elemento principal de nossa cooperação - e inclui desafios como o fortalecimento de instituições, criando uma fronteira do século 21, e a construção de comunidades fortes e jovens", disse Hillary.

Hillary e seus colegas de Defesa, Robert Gates, e de Segurança Interna, Janet Napolitano, além de funcionários de inteligência, fronteiras, Tesouro e Justiça, irão se reunir com o presidente Felipe Calderón e com outras autoridades mexicanas.

"Raramente se vê esse tipo de reunião com este tipo de composição de funcionários ministeriais de ambos os lados. Então acho que indica que é para valer", disse Napolitano a jornalistas antes de desembarcar na Cidade do México.

Recentemente, dois cidadãos norte-americanos foram baleados na fronteiriça Ciudad Juárez, gerando uma discussão sobre quais medidas Washington poderia tomar sem dar a impressão de interferir nos assuntos internos mexicanos.

Os crimes, vitimando dois norte-americanos e um mexicano vinculados ao consulado dos EUA na cidade, são parte de uma onda de violência que representa um desafio político para Calderón e que assusta Washington, os investidores e os turistas.

Uma pesquisa publicada na terça-feira no jornal mexicano Milenio mostrou que 59% dos entrevistados acham que os cartéis de traficantes estão vencendo a guerra, enquanto apenas 21% acham que o governo está à frente.

Os EUA afirmam que não há evidências de que seus cidadãos foram deliberadamente alvejados, mas Napolitano informou que 200 funcionários do FBI e do serviço de imigração estão trabalhando no caso.

O Ministério Público mexicano atribuiu o crime ao cartel de Juarez, dominante na região. "Há um foco real em identificar os autores deste crime. É ultrajante", afirmou Napolitano.

De acordo com ela, as discussões de terça-feira abordarão os próximos passos do chamado Plano Mérida. Como parte dessa iniciativa lançada em 2007, os EUA oferecem US$ 1,4 bilhão ao longo de três anos para ajudar um esforço, por enquanto infrutífero, de derrotar os cartéis que enviam US$ 40 bilhões em drogas por ano para o mercado norte-americano.

Hillary disse que a ênfase em programas sociais é importante após a crise financeira que deixou muitos em ambos os lados da fronteira com poucas opções econômicas. "A queda recente no crescimento econômico e remessas ajudou os traficantes de drogas em seu recrutamento de jovens", afirmou.

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