WASHINGTON (Reuters) - A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse nesta quarta-feira que está muito preocupada com a notícia da acusação de espionagem registrada pelo Irã contra a jornalista norte-americana descendente de iranianos Roxana Saberi e pediu sua imediata liberdade. Nós estamos profundamente preocupados com a notícia que ouvimos, disse Hillary a repórteres quando questionada sobre a notícia de que o Irã acusou Roxana Saberi de espionagem.

Ela disse que o Departamento de Estado pediu aos interlocutores suíços que forneçam informações "mais exatas, atualizadas" sobre o caso. A Suíça representa os interesses norte-americanos no Irã, já que Washington e Teerã não possuem laços diplomáticos.

"Eu irei, assim como o restante do Departamento, continuar acompanhando este caso muito de perto, e nós desejamos a sua volta rápida e retorno à sua família", acrescentou Hillary, que solicitou pessoalmente o retorno de Roxana em muitas ocasiões.

Em uma ruptura de procedimentos diplomáticos usuais, auxiliares de Hillary distribuíram um memorando diplomático a uma delegação iraniana que compareceu a uma conferência em Haia na semana passada, impulsionando ajuda no caso de Roxana e de outros dois americanos.

O caso de Roxana surgiu enquanto Washington procura maneiras de engajar o Irã em uma série de questões desde o Afeganistão até o Iraque e o programa nuclear do Teerã, que o Ocidente diz ter o objetivo de construir uma bomba atômica.

O juiz do caso, que é vice do promotor público do Irã, disse que Roxana foi acusada de espionagem e que ela "aceitou" a acusação, segundo a agência de notícias iraniana ISNA.

Roxana Saberi, uma norte-americana e iraniana de 31 anos de idade nascida dos EUA, era jornalista freelancer da BBC, NPR e outros veículos. Ela foi presa no final de janeiro por trabalhar na república islâmica após sua credencial de imprensa expirar.

(Reportagem de Sue Pleming)

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