Hillary oferece apoio dos EUA para a reconstrução do Japão

"Vim ao Japão com uma mensagem de solidariedade e esperança", diz Hillary, em encontro com primeiro-ministro e imperadores

EFE |

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, ofereceu neste domingo ao Japão o "firme" apoio dos Estados Unidos para a reconstrução do país após a catástrofe do dia 11 de março e qualificou de crise "sem precedentes" o acidente nuclear de Fukushima.

AP
Hillary Clinton se encontra com o primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, e oferece apoio dos EUA

Hillary se reuniu em Tóquio com o ministro de Exteriores japonês, Takeaki Matsumoto, e o primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, antes de comparecer ao Palácio Imperial para tomar chá com os imperadores Akihito e Michiko. "Vim ao Japão com uma mensagem de solidariedade e esperança compartilhada de parte da população dos Estados Unidos", disse Hillary, considerando que a reconstrução do litoral nordeste do Japão, devastado pelo tsunami, deve juntar os setores público e privado de ambos os países.

Hillary se mostrou convencida de que o Japão é um país capaz de reconstruir a área assolada pelo terremoto do dia 11 de março e de conseguir sucesso econômico "durante décadas".

Em entrevista coletiva conjunta, o ministro Matsumoto se comprometeu a divulgar "toda a informação" sobre a crise na usina nuclear de Fukushima, que sofreu um grave acidente após seus reatores ficarem sem sistema de refrigeração por causa do tsunami.

A empresa operadora da unidade, a Tepco, apresentou um plano para acabar com a persistente crise nuclear do Japão. Neste sentido, Hillary disse que especialistas americanos analisarão o plano da Tepco e qualificou a situação de Fukushima como "uma crise multidimensional de um alcance sem precedentes", segundo informou a agência local "Kyodo".

Na coletiva com Matsumoto, a secretária de Estado americana assinalou que foi ao Japão para demonstrar os "firmes laços de amizade" entre ambos os países e ressaltou sua "admiração" pela "resistência e espírito" mostrados pelos japoneses durante "um período tão difícil".

O chanceler japonês agradeceu à secretária de Estado americana o "encorajamento e grande respaldo" de seu país, enquanto o primeiro-ministro do Japão ressaltou o "máximo apoio" recebido de Washington para as operações de resgate e disse que o Japão "nunca o esquecerá".

Os EUA foram o mais firme aliado do Japão após o desastre natural do dia 11 de março, que juntou um terremoto de 9 graus, um tsunami e o acidente nuclear mais grave ocorrido no mundo desde o de Chernobyl em 1986.

Nos primeiros dias após o desastre, os EUA mobilizaram 20 mil dos cerca de 50 mil militares baseados no Japão para os trabalhos de resgate dos desabrigados pelo tsunami, além de 160 aviões e 20 navios na chamada Operação Tomodachi (Amigo). Enquanto representações diplomáticas como as da França e da Alemanha deixaram Tóquio por medo de uma nuvem radioativa, a embaixada dos EUA permaneceu na capital e duplicou seu pessoal, com o envio de uma equipe de especialistas em energia nuclear. Esta foi a terceira viagem a Tóquio da secretária de Estado americana.

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