Hillary não intervirá em caso de americanos detidos no Haiti

O Governo dos Estados Unidos sugeriu nesta terça-feira que a secretária de Estado, Hillary Clinton, não se envolverá diretamente no caso de dez missionários americanos detidos no Haiti sob acusações de sequestro.

EFE |

"Seria muito difícil que a secretária de Estado interviesse em um caso que envolve o processo judicial de outro país", explicou Philip Crowley, porta-voz do Departamento de Estado, durante um encontro com a imprensa.

O Governo dos EUA acompanha de perto o processo legal dos dez detidos "para assegurar que seja realizado de acordo com as leis do Haiti e continuaremos fazendo-o", segundo Crowley.

Os advogados de Jim Allen, um dos dez detidos, enviaram uma carta a Hillary na qual pedem que intervenha "com atenção pessoal significativa" junto às autoridades haitianas para que o "mal entendido se resolva rapidamente".

Diante do caos que impera no Haiti após o terremoto de 12 de janeiro, os advogados Reginald Brown e Jennifer O'Connor pediram à secretária de Estado para que intervenha para que os familiares dos detidos possam falar diretamente com eles.

Aparentemente, Allen não teve acesso a sua esposa, Lisa, desde que foi detido junto com os outros nove americanos por tentar tirar 33 menores de idade do Haiti.

Segundo Crowley, os detidos "puderam se comunicar com quem quis falar com eles" e que, em todo caso, se os familiares querem estabelecer contato com eles, "isso é algo que pode ser conseguido sem problemas por meio de nossa embaixada em Porto Príncipe ou por meio do Governo haitiano".

Crowley repetiu a postura do Governo de Washington de que a situação está nas mãos das autoridades haitianas e que, no final, os dez americanos são os que devem decidir sobre sua representação legal nesse país.

Os dez missionários batistas detidos no Haiti insistem em que são inocentes e que participavam de uma missão humanitária. EFE mp/bba

    Leia tudo sobre: haiti

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG