Hillary lamenta que EUA não estejam no Tribunal Penal de Haia

NAIRÓBI (Reuters) - A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse nesta quinta-feira que é uma grande lástima que os Estados Unidos ainda não sejam signatários do Tribunal Penal Internacional (TPI) de Haia. Os EUA firmaram o tratado de criação do TPI quando o marido dela, Bill Clinton, era presidente. O tratado não chegou a ser ratificado no Congresso, e o sucessor de Clinton, George W. Bush, posteriormente cancelou a assinatura do tratado, alegando que o tribunal poderia propiciar perseguições políticas a tropas norte-americanas no exterior.

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"É uma grande lástima que não sejamos signatários", disse ela em uma conversa com cidadãos em Nairóbi, no Quênia. "Acho que poderíamos ter resolvido alguns desafios que surgiram a respeito de nossa adesão, mas isso ainda não chegou a ocorrer."

O TPI é a primeira corte permanente para julgar crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Ele já abriu investigações sobre conflitos em Uganda, República Democrática do Congo, República Centro-Africana e Darfur. Também indiciou o líder rebelde de Uganda, Joseph Kony, e o presidente do Sudão, Omar Hassan Al Bashir, entre outros.

(Reportagem de Sue Pleming)

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