Washington, 3 ago (EFE).- A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, lamentou hoje profundamente a expulsão de famílias palestinas de suas casas em Jerusalém Oriental, e pediu às autoridades israelenses para se abster destas ações provocativas.

"Considero que estas ações são profundamente lamentáveis", afirmou Hillary em entrevista coletiva conjunta com o ministro de Exteriores jordaniano, Nasser Judeh, com quem se reuniu hoje no Departamento de Estado americano.

"Disse anteriormente que a expulsão de famílias e a demolição de casas em Jerusalém Oriental não se ajusta às obrigações de Israel", acrescentou.

As declarações de Hillary foram feitas depois que, no domingo, a Polícia israelense desalojou duas famílias palestinas de suas casas em Jerusalém Oriental para que fossem ocupadas por israelenses.

"Peço ao Governo de Israel e aos funcionários municipais para se abster destas ações provocativas", disse.

"As duas partes têm a responsabilidade de evitar ações provocativas que possam bloquear o caminho em direção a um acordo integral de paz", disse a secretária de Estado em referência aos israelenses e palestinos.

A chefe da diplomacia dos Estados Unidos afirmou ainda que "ações unilaterais tomadas por qualquer das duas partes não podem ser usadas para prejulgar o resultado das negociações e não serão reconhecidas como mudança no status quo" de Jerusalém.

No mesmo tom, o ministro de Exteriores jordaniano deixou claro que Jerusalém Oriental é um território ocupado desde 1967, e disse que este tema será abordado quando as negociações forem retomadas, pelo que "qualquer ação no terreno que apresente obstáculos a este esforço são somente inoportunas e condenadas" internacionalmente.

EFE cae/db

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