Hillary inicia conversas com líderes sobre paz no Oriente Médio

Secretária de Estado americana se reuniu individualmente com líderes que se encontrarão na quinta-feira em Washington

Reuters |

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, deu início nesta terça-feira à tentativa dos EUA de promover a país no Oriente Médio, mantendo reuniões individuais com os líderes israelense e palestino, que vão se encontrar na quinta-feira para negociações diretas.

Hillary foi ao hotel onde está hospedado o presidente palestino, Mahmoud Abbas, perto de Washington, e também tinha uma reunião marcada com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Ela ainda tinha encontros previstos com os chanceleres de Egito e Jordânia, que enviarão seus líderes a Washington para apoiar as negociações, e com o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, que representa o "quarteto" de mediadores do Oriente Médio: ONU, União Europeia, EUA e Rússia.

Na quarta-feira, o presidente dos EUA, Barack Obama, oferecerá um jantar aos líderes visitantes, buscando impulsionar a reunião de quinta-feira, que marcará a primeira negociação de paz direta entre israelenses e palestinos em 20 meses.

AFP
A secretária de Estado americana foi até o hotel onde estava hospedado o palestino Mahmoud Abbas
A meta de Obama e de outros envolvidos é concluir o processo de paz dentro de um ano, mas o prazo é visto com ceticismo.

"Vamos esclarecer hoje onde as partes estão antes das reuniões que terão", disse o porta-voz do Departamento de Estado, P.J. Crowly, em entrevista coletiva. "Queremos ver não só um relançamento bem sucedido amanhã, mas uma compreensão de que, daqui para frente, os líderes vão se reunir regularmente". Crowley acrescentou ainda que os EUA esperam "discussões substanciais sobre as questões centrais no coração do processo."

Analistas políticos veem com cautela as perspectivas do novo processo de paz, que representa a mais audaciosa incursão de Obama na questão da paz no Oriente Médio - um objetivo que escapou a várias gerações de presidentes norte-americanos.

Um dos principais entraves é o futuro dos assentamentos judaicos na Cisjordânia depois de 26 de setembro, quando expira a moratória israelense na construção de novas casas para colonos. Os palestinos ameaçam abandonar o diálogo se Netanyahu não prorrogar a moratória. Netanyahu diz que não aceita pré-condições, e que o futuro dos assentamentos deve ser resolvido durante as negociações.

Ele não descartou, entretanto, uma prorrogação da moratória, embora vários partidos da sua coalizão tenham forte ligação com os colonos.

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