Hillary fala da preocupação de Washington com soldado capturado

Em entrevista à imprensa, em Nova Délhi, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, falou do soldado americano em poder dos talibãs no Afeganistão e da preocupação de Washington a respeito.

AFP |

"Estamos fazendo tudo para conseguir sua libertação, logo são e salvo", disse em referência ao soldado Bowe Berghahl.

No encontro com a imprensa, Hillary também defendeu o aumento dos esforços indiano-americanos na luta contra a mudança climática, apesar das diferenças entre os dois países".

Washington deseja aproximar posições antes da cúpula de dezembro em Copenhague na qual os países participantes vão tratar de conseguir um acordo que substitua o protocolo de Kioto, que vence em 2012, sobre a redução de gases de efeito estufa. Nova Délhi nega-se a se comprometer com um percentual.

Índia e Estados Unidos selaram nesta segunda-feira um acordo sobre defesa que impulsionará a venda de armas americanas ao país asiático e fixaram a localização de duas centrais nucleares civis americanas a serem construídas no país, anunciou a secretária de Estado Hillary Clinton.

Os dois países "acordaram um pacto de vigilância da utilização final" das armas americanas e da tecnologia que serão vendidas à Índia, explicou Hillary em seu quarto dia de visita ao país, em entrevista à imprensa ao lado do chefe da diplomacia indiana, S.M. Krishna.

Segundo o acordo, a Índia se compromete a respeitar a legislação americana sobre a venda de armas que proíbe a transferência de tecnologia a terceiros países.

A perspectiva de acordo cai como uma luva para os americanos Boeing e Lockheed Martin que participam de licitação de 12 bilhões de dólares aberta em 2007 pela Índia para a compra de 126 aviões de combate.

O Boeing F/A-18E/F Super Hornet e o Lockheed Martin F-16 rivalizam com o Rafale da Dassault Aviation, os MiG-35 e MiG-29 russos, o Eurofighter Typhoon europeo da EADS, além do BAE Systems, do Finmeccanica e do Gripen do sueco Saab.

No setor nuclear civil, Clinton destacou que dois locais em território indiano receberam a aprovação para a construção de centrais nucleares americanas. A imprensa os situa nos estados de Gujarat (oeste) e de Andhra Pradesh (sul).

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