Hillary expressa esperança em que EUA e Irã consigam dialogar

Washington, 10 fev (EFE).- A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, expressou hoje esperança em que os Estados Unidos e o Irã encontrem uma via para dialogar e desenvolver um melhor entendimento, mas reiterou sua firme oposição às aspirações nucleares de Teerã.

EFE |

Em entrevista após se reunir com o ministro de Assuntos Exteriores tcheco, Karel Schwarzenberg, a chefe da diplomacia americana reiterou que "há uma oportunidade para o Governo iraniano mostrar vontade de abrir os braços e iniciar um diálogo sério e responsável sobre vários assuntos".

Apesar disso, "persiste nosso ponto de vista de que o Irã não deve obter armas nucleares e de que seria um caminho muito infeliz a percorrer" por parte do país.

Questionada sobre os sinais de vontade em direção a uma abertura e um diálogo enviado pelos dois países nas últimas semanas, Hillary remeteu às palavras ditas na segunda-feira à noite pelo presidente Barack Obama e às pronunciadas no mesmo dia Munique, Alemanha, pelo vice-presidente Joe Biden.

Ambos expressaram a esperança dos EUA de abrir uma nova era de entendimento com o Irã.

"Esperamos que haja oportunidades para nós no futuro para desenvolver um melhor entendimento um com o outro e de conseguir uma via de diálogo que produza resultados positivos para o povo iraniano", disse a secretária de Estado.

Hillary reagiu às declarações do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, que reiterou hoje que está disposto a dialogar sempre que for "de igual para igual", mas que, em nenhum caso, renunciará a seus princípios.

Perguntada sobre os planos americanos de instalar componentes do Sistema de Defesa Nacional contra Mísseis dos EUA na Polônia e na República Tcheca, a ex-primeira-dama lembrou que o objetivo deste sistema é poder se defender de uma possível agressão por parte do Irã.

"Se os iranianos continuarem neste caminho, certamente uma das opções para países livres como a República Tcheca e outros europeus e EUA é se defender, e isto é um dos assuntos que realmente dependerá das decisões do Governo iraniano", explicou. EFE cae/db

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