Hillary evita apoiar Brasil no Conselho de Segurança da ONU

Em reunião com o chanceler brasileiro, Antônio Patriota, Hillary antecipou provável resposta do presidente Barack Obama

AE |

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AFP
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, encorajou o Brasil a participar, mas não deu sinais de apoio ao País
Ao lado do chanceler Antônio Patriota, a secretária americana de Estado, Hillary Clinton, encorajou o Brasil a continuar seus esforços para integrar o Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) como membro pleno no futuro. Mas não deixou escapar nenhum sinal de apoio de seu país ao pleito brasileiro. A declaração da secretária antecipou a provável resposta do presidente Barack Obama, que fará sua primeira visita ao Brasil nos dias 19 e 20 de março.

"Nós admiramos muito o papel do Brasil como líder global e sua aspiração de ser membro permanente do Conselho de Segurança", afirmou a secretária. "Esperamos manter um diálogo construtivo com o Brasil sobre a reforma do Conselho", afirmou Hillary, ao ser questionada pela imprensa se as posições brasileiras sobre o programa nuclear iraniano no ano passado ainda seriam um obstáculo a esse pleito. "Acreditamos que há muitas áreas multilaterais nas quais o Brasil pode demonstrar sua liderança e damos apoio a esses esforços".

Hillary não esperou a resposta de Patriota, sob o pretexto de estar atrasada para uma reunião com o presidente Barack Obama. Seus assessores, entretanto, anotaram a discreta cobrança do chanceler brasileiro sobre a promessa feita pelo presidente americano em Nova Délhi, em 2009, de engajar seu governo na reforma do Conselho de Segurança. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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