Hillary: EUA nunca prejudicarão Líbano em acordo com a Síria

BEIRUTE - A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, prometeu neste domingo que os Estados Unidos nunca vão vender o Líbano em algum acordo com a Síria, e pediu aos libaneses que tenham uma eleição aberta e justa em junho.

Reuters |

"Não há nada que nós faríamos, de nenhuma maneira, que possa minar a soberania do Líbano", disse Hillary a jornalistas após conversar com o presidente Michel Suleiman em Beirute. "Os EUA nunca farão qualquer acordo com a Síria que venda o Líbano e o povo libanês."

"Vocês (libaneses) passaram por coisas demais, e simplesmente é correto que vocês tenham a chance de tomar suas próprias decisões."

A visita de três horas de Hillary ao Líbano acontece seis semanas antes das eleições gerais no país. A disputa está entre uma coalizão apoiada pelo Ocidente e uma aliança defendida por Síria e Irã que conta com o Hezbollah.

"Acreditamos fortemente que o povo do Líbano precisa ser livre para escolher seus próprios representantes em eleições justas e abertas, sem o espectro da violência ou da intimidação, e certamente sem interferência externa", disse Hillary.

A Síria e o Irã são os principais apoiadores do grupo xiita Hezbollah, associação política e guerrilheira que lutou contra Israel em 2006 e que conta com representantes no governo e no Parlamento libanês.

Os Estados Unidos e a aliada Arábia Saudita defendem o primeiro-ministro Fouad Siniora e a coalizão sunita anti-Síria, que detém a maioria no Parlamento. Nenhum dos lados lidera de forma clara as pesquisas.

O Hezbollah criticou a visita de Hillary como uma interferência nos assuntos libaneses. "A política dos Estados Unidos é de interferência", disse o porta-voz do grupo Ibrahim al-Mousawi na rede de TV al-Manar, do Hezbollah.

O medo de que a eleição pudesse disparar uma onda de violência sectária em grande escala diminuiu com o engajamento entre Síria e Arábia Saudita e com os esforços diplomáticos de Washington com Damasco e Teerã.

A visita de Hillary coincidiu com o quarto aniversário da retirada das forças sírias do Líbano.

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