Washington, 10 jul (EFE).- A secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, espera que Pyongyang conceda anistia às duas jornalistas americanas que cumprem condenação de 12 anos de trabalhos forçados por terem entrado ilegalmente na Coreia do Norte.

Em discurso pronunciado perante os funcionários civis e o pessoal diplomático do Departamento de Estado, a chefe da diplomacia americana lembrou que as duas jornalistas, Laura Ling e Euna Lee, mostraram seu "grande arrependimento" por suas ações e "todo mundo lamenta muito o que aconteceu".

"O que esperamos é que seja concedida a estas duas jovens a anistia (...) e a permissão para retornar o mais rápido possível a suas casas e estar com suas famílias", assinalou.

Além disso, Hillary anunciou que seu departamento impulsionará, pela primeira vez, uma revisão quadrienal das estratégias diplomáticas e de desenvolvimento a fim de melhorar o planejamento e os recursos da política externa dos EUA.

Ling e Lee reconheceram recentemente ter cometido "atos ilegais" para uma campanha de calúnias contra o país comunista, segundo o Governo norte-coreano.

De acordo com Pyongyang, no julgamento realizado entre os dias 4 e 8 de junho ficou provado que as duas jornalistas cruzaram a fronteira da China em direção à Coreia do Norte.

Ling e Lee, de 32 e 36 anos, respectivamente, trabalhavam para o site de internet Current TV, com sede em San Francisco.

Foram detidas no dia 17 de março na fronteira norte-coreana com a China enquanto gravavam imagens para um documentário sobre o tráfico de mulheres refugiadas norte-coreanas.

Pyongyang assegurou que este ato foi uma "grave violação da fronteira" de acordo com o código penal norte-coreano. EFE cae/ma

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