CATARATAS DO NIÁGARA, Canadá (Reuters) - A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse neste sábado que os Estados Unidos estavam monitorando o resultado das eleições no Irã e espera que os resultados reflitam o desejo do povo iraniano. Sem se referir a informações de irregularidades na eleição, Hillary disse que, como o restante do mundo, os Estados Unidos estavam observando para ver o que o povo do Irã decidiu.

"Nós obviamente esperamos que o resultado reflita o verdadeiro desejo do povo iraniano", disse Hillary, em uma curta visita ao Canadá.

Acabando com as expectativas dos Estados Unidos de uma mudança na liderança, o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad foi reeleito, com 62,6 por cento dos votos em uma eleição que seu mais próximo rival, o ex-primeiro-ministro Mirhossein Mousavi chamou de "charada perigosa".

"Nós acompanhamos de perto o entusiasmo e o debate bastante vigorosos que ocorreram na expectativa das eleições iranianas", disse Hillary, em uma coletiva de imprensa com o ministro das Relações Exteriores do Canadá, Lawrence Cannon.

Cannon disse que seu país ficou preocupado com as notícias de problemas na votação e intimidação.

"O Canadá está profundamente, profundamente preocupado com as notícias sobre irregularidades na eleição iraniana. Ficamos preocupados com notícias de intimidação dos gabinetes dos candidatos da oposição pelas forças de segurança", disse Cannon.

A vitória de Ahmadinejad pode complicar os esforços do presidente norte-americano Barack Obama com Teerã e irá desapontar as principais potências que procuram convencer o Irã a suspender os trabalhos nucleares, que o Ocidente suspeita terem como objetivo a produção de bombas.

Em Washington, uma autoridade dos EUA disse à Reuters que os EUA pediram ao Irã que resolva pacificamente qualquer disputa em relação à eleição presidencial, e que Teerã deve "agarrar a oportunidade" e ter um diálogo direto com os norte-americanos.

"Encorajamos o governo iraniano a agarrar essa oportunidade para se engajar diretamente com os Estados Unidos, disse a autoridade.

(Reportagem de Sue Pleming)

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.