Hillary encontra líderes palestinos na Cisjordânia

RAMALLAH - A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, reuniu-se nesta quarta-feira com líderes palestinos preocupados em saber se o futuro governo israelense vai se comprometer com um processo de paz.

Reuters |


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Um dia depois de prometer que o governo Obama irá sempre proteger a segurança de Israel , Hillary foi à Cisjordânia para transmitir uma mensagem de apoio à Autoridade Palestina e ao seu presidente, Mahmoud Abbas.

"Estamos muito comprometidos com os seus esforços nesta liderança do presidente Abbas", disse Hillary ao primeiro-ministro Salam Fayyad, interlocutor do Ocidente em planos para a reconstrução da Faixa de Gaza que isolam o grupo islâmico Hamas, controlador da região desde 2007.

O Ocidente condena o Hamas, grupo rival de Abbas, por sua recusa em reconhecer Israel, renunciar à violência e aceitar acordos de paz prévios.

AP
Hillary encontra Abbas na Cisjordânia

Hillary encontra Abbas na Cisjordânia

Hillary faz sua primeira visita à região como secretária de Estado num momento de transição política em Israel, que realizou no último dia 10 eleições que levaram à indicação do direitista Benjamin Netanyahu para tentar formar um governo até 3 de abril.

A relutância do líder do partido Likud em se comprometer com a criação do Estado palestino pode colocá-lo em rota de colisão com a Casa Branca de Obama.

Hillary reuniu-se na terça-feira em Jerusalém com Netanyahu e outros líderes políticos, e prometeu que Washington ficará "vigorosamente envolvido" na criação do Estado palestino, o que segundo ela seria do interesse de Israel.

Saleh Rafat, membro do Comitê Executivo da Organização para a Libertação da Palestina, disse que Abbas informará ainda na quarta-feira a Hillary que não haverá negociações de paz a não ser que Israel aceite inequivocamente a solução em que dois Estados convivam pacificamente na região.

Rafat disse que Abbas também pedirá a Hillary que pressione Israel a suspender a ampliação de assentamentos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental. Os palestinos temem que os assentamentos israelenses em territórios ocupados, considerados ilegais pela Corte Mundial, impeçam a criação de um Estado viável para eles.

Refletindo a política do atual governo de centro-direita em Israel, Netanyahu diz que não vai construir novos assentamentos, mas que promoverá a ampliação dos atuais, de modo a acomodar o "crescimento natural" das suas populações.

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