Hillary e rei saudita discutem programa nuclear do Irã

Riad, 15 fev (EFE).- A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, se reuniu hoje com o rei saudita, Abdullah bin Abdul Aziz, em Riad, com quem discutiu o programa nuclear do Irã, país que ela considera em transição para uma ditadura militar.

EFE |

Segundo a agência de notícias oficial saudita, "SPA", Hillary e Bin Abdelaziz analisaram, além disso, os últimos acontecimentos sobre a causa palestina, os esforços internacionais para reativar o paralisado processo de paz entre palestinos e israelenses e as perspectivas de cooperação entre seus países.

A "SPA" não deu mais detalhes sobre a reunião.

Já o canal de televisão "Al Arabiya" disse que o programa nuclear iraniano é um dos principais pontos que Hillary discute com responsáveis locais em suas reuniões.

A chefe da diplomacia americana chegou à Arábia Saudita após visitar o Catar, onde hoje afirmou que o Irã está se transformando em "uma ditadura militar" e disse que as instituições civis e os líderes religiosos estão sendo suplantados pela Guarda Revolucionária.

"A Guarda Revolucionária está suplantando o Governo do Irã.

Percebemos que o Governo do Irã, o líder supremo, o presidente e o Parlamento estão sendo suplantados", disse Hillary em um fórum com jovens na capital do Catar, Doha.

Na mesma reunião, a chanceler reiterou seus comentários de ontem perante o Fórum EUA-Mundo Islâmico, também realizado no Catar, e afirmou que seu país só dialogará com o Irã se o regime de Teerã se submeter à avaliação internacional seu programa nuclear.

"É importante para a paz na região que o Irã não obtenha armas nucleares. (Os iranianos) terão que tomar uma decisão sobre os rumos que querem assumir", acrescentou Hillary no fórum com os jovens.

A viagem de Hillary pela região ocorre depois que no último dia 11 as autoridades iranianas anunciaram o início do processo de enriquecimento de urânio a 20% na usina nuclear de Natanz (Irã).

Em resposta, a Casa Branca impôs sanções a quatro empresas iranianas vinculadas com a Guarda Revolucionária e a um general deste corpo de elite das Forças de Segurança iranianas, todos eles relacionados com as obras públicas.

Além disso, Washington, apoiado por Paris e Londres, prepara para março uma nova série de medidas punitivas para apresentá-la ao Conselho de Segurança da ONU. EFE ms/sa

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