HONOLULU (Reuters) - A secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, e o chanceler japonês, Katsuya Okada, não conseguiram chegar a um acordo na terça-feira a respeito da atual disputa sobre a futura localização de uma base naval dos Estados Unidos, mas prometeram não permitir que esse tema perturbe a relação entre Tóquio e Washington. Hillary e Okada conversaram por 80 minutos no Havaí. Ela disse que reiterou seu pedido para que o Japão cumpra o acordo que transfere a base naval de Futenma, na ilha de Okinawa, para outro ponto da mesma ilha, mas admitiu que uma solução pode demorar.

A população de Okinawa, no sul do Japão, gostaria que a base saísse definitivamente de lá, e o primeiro-ministro Yukio Hatoyama se elegeu com promessas de rever a posição da base.

"Trata-se de uma questão que consideramos muito importante", disse Hillary a jornalistas. "Mas também estamos trabalhando em muitos outros aspectos dos desafios globais que enfrentamos, e vamos continuar com isso".

Okada repetiu a promessa do governo Hatoyama de anunciar uma decisão final até maio, e disse que o Japão continua comprometido em ampliar o pacto bilateral de segurança, que completa 50 anos em 2010.

Autoridades dos EUA dizem que a transferência da base de Futenma para uma área menos habitada de Okinawa seria uma parte importante de um realinhamento mais amplo das forças dos EUA, num cenário em que a China amplia seu poderio e a Coreia do Norte permanece imprevisível.

(Reportagem de Andrew Quinn)

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