Hillary e Obama reiteram suas críticas à guerra do Iraque

Os dois pré-candidatos democratas à Casa Branca reiteraram nesta terça-feira suas críticas à guerra no Iraque em várias cadeias de televisão, pouco antes da audiência do general David Petraeus no Congresso americano.

AFP |

A estratégia de envio de reforços militares americanos ao Iraque que foi colocada em andamento no ano passado "evidentemente não funcionou", segundo Hillary Clinton falando à ABC, ao passo que Barack Obama advertiu contra o risco de caos no Iraque, em uma entrevista à NBC.

"Nesses últimos dias temos vistos combates nas ruas de Basra e agora em Sadr City, em Bagdá. Evidentemente, a estratégia de envio de reforços militares não funcionou", afirmou Hillary.

A ex-primeira-dama indicou que, se for eleita, começará a retirar os soldados americanos do Iraque, destacando que não há solução militar para o conflito iraquiano. "Continua com a política Bush-McCain não é uma receita para o sucesso".

Na CNN, Hillary afirmou que os americanos não devem continuar entregando um 'cheque em branco' aos iraquianos porque, segundo ela, eles não conseguem cumprir com suas promessas de reformas políticas.

Obama indicou que os americanos não podem ficar permanentemente no Iraque.

"Uma ocupação a longo prazo não é viável, não apenas do ponto de vista militar, como também do ponto de vista econômico", disse Obama, depois de recordar que a guerra custa 400 milhões de dólares por dia.

"A guerra no Iraque nos desviou do combate contra a Al-Qaeda e das pessoas responsáveis pela morte de 3.000 americanos em 11 de setembro de 2001", ressaltou o senador por Illinois.

aje/tf/cn

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