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Hillary e Obama praticamente empatados continuam disputa por candidatura

Washington, 27 abr (EFE).- O senador Barak Obama rejeitou hoje o convite da senadora Hillary Clinton para um debate sem mediadores enquanto ambos continuam quase empatados em sua briga pela candidatura presidencial democrata.

EFE |

"Estamos essencialmente muito perto de um empate", admitiu o presidente do Comitê Nacional do Partido Democrata, Howard Dean, em declarações no programa "Meet the Press" da rede "NBC" de televisão.

Ontem Hillary, que continua atrás de Obama no número de delegados já escolhidos para a Convenção Nacional, convidou seu rival para um debate sem moderador, no mesmo estilo que Abraham Lincoln e seu oponente democrata Stephen Douglas realizaram há 150 anos para conseguirem uma cadeira no Senado.

Hillary, a primeira mulher, e Obama, o primeiro negro com possibilidades de chegar à Presidência dos Estados Unidos medirão suas forças na terça-feira 6 de maio nas primárias dos Estados de Indiana e Carolina do Norte.

"Não estou tirando o corpo fora", disse esta manhã Obama no programa "Fox News Sunday" da rede "Fox" de televisão. "Já tivemos 21 debates".

"Durante os próximos dias estão em jogo dois estados maiores, e queremos garantir que falaremos com tantos eleitores quanto seja possível", acrescentou. "Não teremos debates (com Hillary) entre hoje e a primária".

O site "RealClearPolitics", que divulga diferentes pesquisas e elabora sua própria amostra, apontava que o senador de Illinois, com 48,8% dos possíveis eleitores, possui uma vantagem de seis pontos em relação à senadora de Nova York.

Rasmussen Tracking, que realiza pesquisas diárias, dá porcentagens similares para ambos; a pesquisa da Gallup mostra os dois com 47% dos votos possíveis; e as pesquisas do jornal "USA Today" e da rede "ABC" de televisão dão uma vantagem de dez pontos para Obama.

Dean disse que os superdelegados - funcionários e dirigentes do partido que votam na Convenção mas não são escolhidos pelos eleitores - deveriam se decidir por um candidato no final de junho, isto é, praticamente três meses antes da Convenção.

Segundo Dean, a decisão dos "superdelegados" deve decidir qual dos dois, Clinton ou Obama, demonstra ter mais probabilidades de vencer em novembro o candidato republicano, o senador do Arizona, John McCain, e não quem tiver mais delegados nas primárias.

"Isso é o estipulado pelas regras do partido, essa é a função dos superdelegados", acrescentou.

Um problema sério para o Partido Democrata, de acordo com suas próprias regras e resoluções, ocorrerá com os Estados da Flórida e Michigan, que foram castigados porque anteciparam as datas de suas primárias.

O Partido Democrata decidiu que não reconheceria os delegados desses Estados, e todos os pré-candidatos presidenciais aceitaram que não fariam campanha nem contariam esses votos ou delegados.

No entanto, agora que está atrás na contagem dos votos populares e dos delegados, Hillary insiste que não se pode deixar de fora dois Estados tão importantes, e insiste que sejam levadas em conta as votações realizadas na Flórida e em Michigan, onde ela tem mais votos que Obama.

Dean disse que espera que o partido encontre uma forma de admitir os delegados dos dois Estados. EFE jab/bm/fb

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