Hillary e Obama já começam a pensar em reunificar partido

Paco González Paz Washington, 18 mai (EFE) - Apesar de Barack Obama e Hillary Clinton continuarem brigando pela candidatura oficial democrata para concorrer à Casa Branca, suas campanhas deram um passo à frente e já começam a negociar, ainda que de forma privada, uma maneira de reunificar o partido antes das eleições de novembro. A proximidade do pleito presidencial, que vai acontecer no dia 4 de novembro, não é esquecida por nenhum dos dois pré-candidatos, principalmente agora que a cansativa batalha das primárias está prestes a ser concluída. Faltando pouco tempo para o final das primárias, que vão até 3 de junho, com as eleições em Montana e Dakota do Sul, os senadores Hillary Clinton e Barack Obama estão concentrados no pleito de Kentucky e Oregon, que acontecerão na próxima terça-feira. No entanto, na terça-feira à noite Obama estará em Iowa, o estado onde começou o processo de primárias em janeiro e onde o senador, com sua inesperada vitória, iniciou sua trajetória eleitoral com sua mensagem de mudança. A escolha deste estado para acompanhar as primárias de terça-feira não passou despercebida para os analistas políticos, que vêem como um sinal de que Obama já está pensando em uma campanha nacional, concorrendo com o candidato republicano, John McCain. Outro sinal de que Obama já pensa nas eleições presidenciais de novembro é o fato de o senador por Illinois já falar no passado no momento de se referir às primárias democratas. Foi muito dispu...

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No entanto, a briga ainda não terminou, especialmente pela determinação de Hillary em chegar até o final do processo de primárias e de concorrer na convenção nacional democrata de agosto, em Denver.

Hoje, segundo dados da emissora americana "CNN", o senador por Illinois conta com o apoio de 1.904 delegados, frente aos 1.717 da ex-primeira-dama. Para ser confirmado como nome oficial do partido, o candidato precisa de pelo menos 2.025 delegados.

A menos de seis meses das eleições presidenciais, as campanhas dos dois aspirantes democratas têm consciência de que o tempo avança e que é preciso começar a trabalhar para uma reunificação do partido e pela elaboração de uma estratégia comum para enfrentar McCain.

Na sua edição de hoje, o jornal americano "The Washington Post" informa que comitês de campanhas começaram a manter reuniões privadas, impulsionados pelos grandes doadores de fundos, que não querem ver seus esforços econômicos serem jogados fora.

Nas reuniões - a primeira aconteceu em Washington há poucos dias - falou-se inclusive da possibilidade de se fundir equipes das duas campanhas assim que for definido o candidato democrata.

Os encontros, que devem se repetir nas próximas semanas em Nova York e em Boston, contaram com a importante participação do presidente do partido, Howard Dean, que fez um apelo pela reunificação do partido.

O temor de Dean, como de outros membros do partido, é de que a própria briga pelas primárias esteja deixando o caminho aberto para o candidato republicano fazer campanha sem oposição.

Um dos temas que McCain terá que enfrentar nesta semana serão questões relativas à sua saúde, já que, aos 71 anos, o candidato republicano tem que cuidar de sua aparência para que os adversários não usem isso como trunfo até novembro.

McCain, que já teve com lidar com um câncer, deve divulgar ainda essa semana seus exames médicos, e permitirá aos jornalistas fazerem perguntas sobre seu estado de saúde. EFE pgp/rr/db

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