Hillary e Obama dividem as primárias de terça-feira

Hillary Clinton e Barack Obama dividiram as primárias democratas de terça-feira, sem que este dia decisivo conseguisse reforçar as chances de um ou outro, o que, inevitavelmente, prolonga a indefinição sobre quem será o candidato do partido na corrida pela Casa Branca.

AFP |

Na madrugada de terça-feira para quarta-feira, os canais de televisão dos Estados Unidos confirmaram a vitória da ex-primeira-dama em Indiana.

Com 100% dos votos apurados, a ex-primeira-dama superou por 51% a 49% Barack Obama, em um resultado anunciado cinco horas depois do fim da votação.

Hillary Clinton reivindicou a vitória três horas após a votação, mas sua vantagem foi diminuindo com o passar do tempo e chegou a ser colocada em dúvida. No fim, a senadora por Nova York venceu por apenas dois pontos porcentuais.

"Bom, hoje viemos de trás, rompemos o empate e, graças a vocês, seguimos a toda marcha para a Casa Branca", disse a senadora por Nova York aos simpatizantes, que a aplaudiam, lembrando que Obama havia afirmado mais cedo que o estado seria o desembate da batalha entre ambos.

Obama já felicitara Hillary pelo que parecia ser uma vitória na primária do partido em Indiana.

"Quero começar felicitando a senadora Hillary Clinton pelo que parece ser sua vitória no grande estado de Indiana", declarou Barack Obama a seus simpatizantes reunidos em Raleigh, na Carolina do Norte.

O senador por Illinois venceu na Carolina del Norte com 60% contra 40% da ex-primeira-dama.

Obama reforça assim sua posição sobre Hillary em termos de número de delegados na convenção do Partido Democrata, que designará o candidato no fim de agosto. Porém, com a derrota em Indiana pode ter perdido a luta pelos "superdelegados".

Na manhã de terça, o senador por Illinois tinha 1.738 delegados contra 1.606 de Hillary, de acordo com o site independente RealClearPolitics. O número, ainda distante do mínimo necessário de 2.025 delegados para ganhar a candidatura, mostra que o quadro não está definido.

As primárias de terça-feira concediam 72 delegados por Indiana e 115 pela Carolina do Norte.

O senador criticou os que "jogam com o medo" e "exploram" as diferença na campanha eleitoral.

"Há tentativas de jogar com nossos medos e explorar nossas diferenças para nos colocar uns contra os outros por puro cálculo electoral", disse, em um discurso em que alfinetou tanto o candidato republicano John McCain como a adversária dentro do partido, pedindo a unidade demócrata.

"Estamos todos de acordo em que não podemos permitir que John McCain tenha a chance de cumprir o terceiro mandato da presidência Bush", afirmou para os seguidores entusiasmados.

Pesquisas realizadas na terça revelaram uma profunda divisão entre os democratas: apenas 48% dos seguidores de Hillary em Indiana e 45% na Carolina do Norte estão dispostos a votar em Obama se ele for eleito para enfrentar o republicano John McCain na eleição à presidência, em 4 de novembro.

Em Indianápolis, capital de Indiana, Hillary garantiu que não pensava em abandonar a corrida.

A primária de Indiana, caracterizada por uma forte participação, era aberta a todos os eleitores, incluindo republicanos.

O jornal local "Indy Star" revelou uma forte participação nas zonas tradicionalmente de direita. Enquanto isso, o polêmico ultraconservador Rush Limbaugh pediu aos eleitores que votassem em Hillary para semear o "caos" no ninho democrata.

As equipes de Hillary e Obama esperavam poder se apoiar nos resultados dessa terça para tentar atrair os cerca de 270 "superdelegados" indecisos. Membros do partido com direito a voto na convenção, eles são essenciais porque decidirão, em última instância, quem vai concorrer à presidência dos Estados Unidos.

aje-chr/tt/fp

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