Hillary é esperada em Jacarta para falar de segurança e crise econômica

Jacarta, 17 fev (EFE).- A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, começa amanhã uma visita oficial à Indonésia, com a segurança regional, a crise econômica, o comércio bilateral e o Oriente Médio na agenda política.

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Esta será a segunda escala da primeira viagem internacional de Hillary, que agora visita o Japão e que, após passar quase dois dias em Jacarta, viajará à China e Coreia do Sul, enfatizando a importância da Ásia para o novo Governo dos Estados Unidos.

Durante sua estadia na capital indonésia, Hillary deve se reunir com o presidente, Susilo Bambang Yudhoyono, e com o ministro de Assuntos Exteriores, Hassan Wirajuda, confirmaram à Agência Efe fontes oficiais.

Além disso, visitará a sede central da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), com sede em Jacarta, e se reunirá com o secretário-geral desta organização regional, o tailandês Surin Pitsuwan.

Hassan Wirajuda disse esta semana que em seu encontro com Hillary se falará sobre Oriente Médio, programa nuclear do Irã, guerra no Afeganistão e processo de integração realizada pela Asean, entre outros assuntos.

A Indonésia pretende utilizar esta visita para fortalecer seu papel no contexto internacional, aproveitando seu perfil muçulmano moderado e democrático, e seus vínculos afetivos com o presidente americano, Barack Obama, que viveu em Jacarta em sua infância.

Neste sentido, a Indonésia considera que pode fazer valer sua capacidade de mediação com o mundo árabe e com os países asiáticos, já que além de com Ocidente, mantém relações diplomáticas, entre outros, com Coreia do Norte e Irã, dois países a quem os EUA acusam de estar desenvolvendo programas nucleares com fins militares.

No âmbito econômico, a visita servirá para abordar possíveis medidas contra a crise economia mundial e analisar o comércio bilateral, já que os EUA são o segundo maior importador de produtos indonésios e conta com uma forte presença empresarial no país.

Além disso, Hillary e seus interlocutores estudarão estreitar a cooperação em matéria de segurança, onde ambos os países já colaboraram contra o terrorismo islamita. EFE jpm/ma

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