Washington, 23 abr (EFE).- A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, expressou hoje sua dúvida de que as facções palestinas formem um Governo de união nacional.

"Não parece que isto seja uma opção neste momento", disse à Subcomissão de Dotações para Operações Exteriores da Câmara de Representantes (Deputados), onde foi para justificar os US$ 7,1 bilhões que solicitou em fundos suplementares.

O diálogo de reconciliação entre Fatah, que controla a Cisjordânia, após ganhar as eleições pela Autoridade Nacional Palestina (ANP) e Hamas, que lhe tomou pelas armas o controle da Faixa de Gaza, em 2007, começou em fevereiro, com mediação do Egito.

A chefe da diplomacia americana reiterou ainda que os Estados Unidos "não negociarão" com um Governo de união nacional que inclua o Hamas, caso ele não reconheça a legitimidade do Estado israelense, não renuncia à violência e não aceite todos os acordos.

Enquanto não se cumprirem esses requisitos, o Governo dos Estados Unidos se assegurará de que sua ajuda econômica não chegue às mãos do Hamas.

"Nenhuma ajuda chegará ao Hamas ou a qualquer entidade controlada pelo Hamas", ressaltou, em resposta às preocupações mostradas por alguns legisladores sobre esta possibilidade.

Hillary Clinton solicitou fundos suplementares de US$ 840 milhões para Gaza e Cisjordânia, apesar desta quantidade estar incluída nos US$ 900 milhões prometidos em Sharm el-Sheikh, no Egito, durante a conferência de doadores para a reconstrução da Faixa. EFE cai/jp

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