Hillary diz que Irã não conseguirá desviar atenção com acusações "absurdas"

Nações Unidas, 3 mai (EFE).- A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, assegurou hoje que o Irã não conseguirá desviar a atenção sobre seu programa nuclear com acusações "absurdas" e exigiu que Teerã cumpra com suas obrigações internacionais.

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Nações Unidas, 3 mai (EFE).- A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, assegurou hoje que o Irã não conseguirá desviar a atenção sobre seu programa nuclear com acusações "absurdas" e exigiu que Teerã cumpra com suas obrigações internacionais. "O Irã não triunfará em suas tentativas de dividir e desviar a atenção", disse a responsável da diplomacia americana em seu discurso na conferência de revisão do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP). Hillary assegurou que o duro discurso contra Washington pronunciado horas antes pelo presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, é uma tentativa de evitar responder por seu descumprimento das exigências do Conselho de Segurança das Nações Unidas e das inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). "Nesta manhã, o presidente do Irã fez as mesmas acusações velhas, gastas e, algumas vezes, absurdas contra os Estados Unidos e outros presentes a esta conferência", afirmou Hillary. Além disso, assegurou que o "Irã é o único país presente na sala que o Conselho de Governadores da AIEA declarou descumprir atualmente suas obrigações". O regime iraniano "desafiou o Conselho de Segurança e a AIEA, e por isso enfrenta o isolamento e a pressão da comunidade internacional", ressaltou. Em entrevista coletiva, Hillary negou as afirmações de Ahmadinejad de que a política nuclear dos EUA signifique uma ameaça para países como o Irã. "Não parece que o presidente do Irã veio a esta conferência com a intenção de melhorar o TNP", disse. A secretária de Estado americana assegurou que o presidente Barack Obama "estendeu a mão" a Teerã "logo após chegar à Casa Branca em janeiro de 2009, mas o Governo iraniano rejeitou". Em contraste, Washington "fez sua parte" para avançar rumo ao objetivo da comunidade internacional de reforçar o TNP e eliminar os arsenais nucleares. EFE jju/pd

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