Hillary diz que foco do Paquistão em defesa precisa mudar

Washington, 23 abr (EFE).- A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, reiterou hoje a necessidade de que o Paquistão desvie a atenção da fronteira com a Índia para a luta contra os insurgentes, porque, caso contrário, afirmou, teremos um problema.

EFE |

Em comparecimento na Subcomissão de Dotações para Operações Exteriores da Câmara de Representantes, Hillary expressou de novo a "grande preocupação" do Governo dos Estados Unidos com o "aumento da insurgência que está desestabilizando o Paquistão".

A secretária americana, que compareceu hoje à Câmara Baixa para justificar os US$ 7,1 bilhões que pediu em fundos adicionais para este ano fiscal, também solicitou ao Congresso US$ 497 milhões adicionais para a estratégia da Administração do presidente Barack Obama no Paquistão.

Hillary explicou ao Legislativo que transferiu esta preocupação "claramente" ao Governo paquistanês, e, em reuniões recentes com as autoridades paquistanesas e do Afeganistão, os EUA trataram com "profundidade" sobre a necessidade de que reforcem a luta contra os talibãs.

O Governo americano, com a ajuda do representante especial para o Afeganistão e o Paquistão, Richard Holbrooke, tenta conseguir que Islamabad "mude seu foco do que via como ameaça existencial, a Índia, ao que nós vemos como sua ameaça existencial, a insurgência extremista", ressaltou.

"Mudar paradigmas e o modo de pensar não é fácil, mas acho que o Governo paquistanês e os cidadãos são cada vez mais conscientes de que a insurgência, que está se aproximando mais e mais das grandes cidades, representa uma ameaça", acrescentou.

As declarações de Hilllary acontecem em um momento em que a insurgência talibã se encontra a 100 quilômetros de Islamabad.

"Os problemas que temos agora também são, até certo ponto, responsabilidade nossa por ter contribuído a eles", destacou a chefe da diplomacia americana.

Ela se referia ao apoio dado pelos EUA aos serviços de inteligência paquistaneses (ISI) e ao Exército para recrutar mujahedins afegãos para que lutassem contra a ocupação soviética.

EFE cae/db

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