Hillary diz que EUA seguem em busca de diálogo direto com Irã

Washington, 17 jun (EFE).- A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse hoje que seu Governo seguirá em busca do diálogo direto com o Irã, independente de quem seja o presidente do país após as polêmicas eleições da semana passada.

EFE |

"Obviamente estamos à espera do resultado do processo iraniano, mas nossa intenção é perseguir qualquer oportunidade que possa existir no futuro com o Irã" para discutir suas diferenças, explicou Hillary em coletiva de imprensa conjunta com o ministro de Assuntos Exteriores israelense, Avigdor Lieberman, com quem se reuniu hoje.

Washington sempre cuidou muito dos discursos e tentou manter uma postura neutra perante as revoltas que aconteceram no Irã após as eleições de sexta-feira passada nesse país.

Apesar desse esforço, Teerã fez hoje um protesto formal perante a Suíça, país que representa os interesses dos EUA no Irã desde 1980, pelas declarações de alguns americanos sobre o resultado das eleições, que a oposição iraniana denunciou como "fraudulentas".

A secretária de Estado sugeriu hoje que o Irã tem seu próprio histórico de intromissões em assuntos internos de outros países.

"Pretendemos perseguir a aproximação porque consideramos que interessa aos EUA e ao mundo discutir com o Governo iraniano assuntos importantes, relativos a suas intenções com o programa nuclear, seu apoio ao terrorismo e sua interferência em assuntos de seus vizinhos e outros Estados", afirmou Hillary.

A chefe da diplomacia americana se referiu ao diálogo que os EUA tiveram com a antiga União Soviética durante a Guerra Fria para explicar que para o Governo faz sentido dialogar com o Irã.

"Nunca deixamos de negociar com a União Soviética. Invadiram países, geraram distúrbios, mas sabíamos que tínhamos a oportunidade de aprender mais, de discutir e talvez de chegar a um melhor entendimento", esclareceu.

Hillary manteve a linha de Governo de não "se intrometer" nos assuntos do Irã ao afirmar que "são os iranianos que têm que determinar como resolver esse protesto interno".

No entanto, reiterou que os cidadãos iranianos "merecem o direito de fazer ouvir suas vozes e que seus votos sejam levados em conta".

"O resultado de todas as eleições deve refletir a vontade das pessoas", completou. EFE cai/rr

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