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Hillary diz que EUA querem um Iraque estável, soberano e independente

Bagdá, 25 abr (EFE).- A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou hoje que os Estados Unidos farão tudo o que estiver a seu alcance para conseguir que o Iraque se transforme em um país estável, soberano e independente.

EFE |

Hillary chegou hoje ao Iraque em uma visita surpresa, a primeira desde que assumiu o cargo, em janeiro, para se reunir com as máximas autoridades iraquianas e analisar a situação no país.

Sua chegada ocorreu em meio a uma onda de violência, a pior em muitos meses, que nos últimos dois dias matou 150 pessoas em atentados cometidos principalmente contra peregrinos xiitas.

"Estamos comprometidos para que o Iraque seja estável, soberano, independente e completamente integrado à região", afirmou Hillary em entrevista coletiva concedida na sede do Ministério de Assuntos Exteriores iraquiano.

A secretária de Estado utilizou esses termos em duas ocasiões distintas durante a entrevista coletiva e também o fez durante uma reunião com representantes de organizações sociais na embaixada dos EUA em Bagdá.

Hillary disse que, com a chegada da nova administração à Casa Branca, se abre uma "nova fase" na relação entre os dois países e ressaltou que os EUA mantêm "o compromisso total de trabalhar com o Governo e o povo do Iraque".

A responsável pela diplomacia americana confirmou que as tropas do país deixarão o Iraque em 2011 e disse que até então haverá uma "ordenada transição de responsabilidades" entre o Exército dos EUA e o do Iraque, para que este último "assuma a liderança e se encarregue da segurança da nação".

Mesmo assim, Hillary manifestou seu desejo de trabalhar além desse prazo e de que a partir de 2012 EUA e Iraque aprofundem seus vínculos em áreas políticas e sociais.

A secretária de Estado, que dividiu o palanque com seu colega iraquiano, Hoshyar Zebari, se referiu também à onda de atentados dos últimos dias e disse que "perturbam os progressos" dos últimos meses.

Os atentados, cometidos na quinta-feira e sexta-feira em Bagdá e na província de Diyala, romperam um período de drástica redução da violência no país.

"Esta violência só reforçou a determinação dos iraquianos para buscar um futuro melhor, e sua resposta e a de seus líderes foi unida e firme", disse Hillary.

Em suas declarações, a secretária americana rejeitou as afirmações do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, que responsabilizou hoje os EUA por esta onda de violência no Iraque.

Segundo Hillary, essa acusação é "decepcionante" e disse que "está claro que há pistas" que vinculam esses atentados à Al Qaeda "e outros grupos violentos que querem romper o progresso do Iraque".

Por sua vez, Zebari disse que, durante sua estadia em Bagdá, a responsável pela diplomacia dos EUA se reuniu com o presidente iraquiano, Jalal Talabani, e com o primeiro-ministro do país, Nouri al-Maliki, e descreveu suas conversas como "frutíferas e bem-sucedidas".

Assim como Hillary, o ministro iraquiano defendeu uma transição dos vínculos dos dois países, da relação militar a uma "mútua cooperação econômica, política e científica".

"É necessária uma continuação do apoio dos EUA no Iraque porque ainda existem muitos desafios", acrescentou Zebari. EFE ah-ag/bba

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