Hillary diz que espionagem não abala relação entre EUA e Rússia

Em visita à Ucrânia, secretária de Estado americana diz que Washington está comprometido a criar relações positivas com Moscou

iG São Paulo |

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse nesta sexta-feira estar convencida de que o escândalo da espionagem não abalará o recente impulso dado às relações entre EUA e Rússia. 

"Estamos comprometidos com a criação de relações novas e positivas com a Rússia, que são de interesse para os EUA", afirmou Hillary em Kiev, reforçando, assim, uma postura já mostrada pelo presidente dos EUA, Barack Obama.

Ao lado do chanceler da Ucrânia, Konstantin Grischenko, a chefe da diplomacia americana disse que as investigações continuam, com ela não tendo intenção de falar sobre os resultados finais.

Na segunda-feira, as autoridades americanas anunciaram que acusavam 11 pessoas de supostamente espionar para a Rússia nos EUA .

Os 11 supostos espiões, dos quais dez estão detidos, são acusados em duas causas criminais de "conspiração" por atuar de maneira "ilegal" como agentes russos em território americano. Outro suspeito foi detido no Chipre, mas escapou das autoridades depois de ter sido libertado sob fiança.

Espiã "detestável"

O ex-marido de Anna Chapman, uma das supostas espiãs acusadas pelos EUA, contou nesta sexta-feira a transformação em quatro anos de sua ex-mulher em uma pessoa "arrogante e detestável".

O psiquiatra Alex Chapman, de 30 anos, explicou ao jornal britânico "The Daily Telegraph" que conheceu sua ex-mulher em uma festa em Londres em 2001. Naquela época, ela se chamava Anna Kushchenko e tinha 19 anos, dois a menos que ele. Cinco meses depois se casaram em Moscou.

Segundo ele, Anna, inicialmente despreocupada e nada materialista, transformou-se em alguns anos em uma pessoa "arrogante e detestável" que frequentava círculos influentes. O casal divorciou-se em 2006, mas manteve o contato.

A jovem trabalhou em Londres durante vários anos. "Não acredito que trabalhava como espiã na capital britânica, mas creio que estava preparada para esse fim", disse o ex-marido. A atraente mulher, apresentada como uma "femme fatale" por causa de seus cabelos ruivos e olhos verdes, tem sido notícia em jornais em todo o mundo .

Chapman disse que não lhe surpreenderam as acusações contra a ex-mulher, porque ela lhe falou de seu pai, Vasily Kushchenko. "Anna me disse que seu pai ocupou um alto cargo na hierarquia da KGB . Disse que tinha sido um agente na 'velha Rússia'", destacou Chapman. "Seu pai controlava tudo em sua vida, e senti que ela faria qualquer coisa por ele."

"Quando vi que tinha sido presa por espionagem, não foi uma grande surpresa , para ser franco", completou, dizendo que na quarta-feira recebeu a visita de agentes do MI5 - o serviço secreto britânico - em sua residência de Bournemouth (sul da Inglaterra).

O Ministério das Relações Exteriores britânico afirmou que tinha uma investigação em curso sobre os vínculos de Anna Chapman com a Grã-Bretanha.

*Com EFE e AFP

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