Hillary diz que escudo antimísseis depende em parte do Irã

WASHINGTON - A secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, disse nesta terça-feira que a decisão final sobre a instalação de um escudo antimísseis no leste da Europa depende em parte da disposição do Irã em conter suas ambições nucleares.

Reuters |

"Essa é uma daquelas questões que realmente dependem das decisões tomadas pelo governo iraniano", disse Hillary sobre os planos de instalar um radar na República Tcheca e um interceptador de foguetes na Polônia, como proteção contra países "rivais", como o Irã.

"Se conseguirmos ver uma mudança de comportamento por parte dos iranianos a respeito do que acreditamos ser a sua busca por armas nucleares, então vamos reconsiderar nossa posição", disse ela a jornalistas após reunião com seu colega tcheco, Karel Schwarzenberg.

O projeto enfrenta forte oposição de Moscou, que o vê com uma ameaça dentro da sua esfera de influência. A Rússia, que tem poder de veto no Conselho de Segurança da ONU, reluta em aceitar sanções mais duras contra o programa nuclear iraniano, como querem os EUA.

No fim de semana, em uma conferência de segurança, o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, disse que os EUA continuarão desenvolvendo o escudo antimísseis, mas que é hora de "reiniciar" as complicadas relações com a Rússia.

Hillary disse na semana passada que os EUA querem maior cooperação com a Rússia na questão nuclear iraniana, e alguns analistas acham que isso poderia levar a concessões norte-americanas na questão da defesa antimísseis.

Autoridades russas disseram recentemente que Moscou não irá instalar mísseis Iskander no encrave de Kaliningrado, na fronteira com a Polônia, conforme o Kremlin havia ameaçado, desde que os EUA não instalem o escudo antimísseis. A declaração foi vista como um gesto de boa-vontade do governo russo em direção ao novo presidente dos EUA, Barack Obama.

Após o encontro com Schwarzenberg, Hillary elogiou os tchecos por "serem um parceiro no fornecimento de uma forte defesa na Europa contra a agressão iraniana".

"Somos antes de mais nada muito gratos à República Tcheca, que trabalha conosco para tentar deter a ameaça do Irã", acrescentou. O Senado tcheco aprovou no ano passado a instalação do radar no país. Obama diz que a decisão final sobre o projeto depende da sua relação custo-benefício e da viabilidade técnica.

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