Hillary diz que cooperação com Angola se centrará na democracia

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou neste domingo, ao chegar a Luanda que a cooperação estratégica entre os dois países se concentrará na boa governança e na formação de um Estado democrático e de direito em Angola.

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Hillary especificou que as eleições legislativas realizadas no ano passado em Angola, as primeiras em 16 anos, foram "animadoras", e instou ao Governo do presidente angolano, José Eduardo dos Santos, que continue avançando nesse mesmo caminho, com a realização de presidenciais.

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Hillary é recebida por Santos no aeroporto

"Esperamos que Angola capitalize sobre o alcançado no ano passado com as legislativas, adotando uma nova Constituição, investigando os abusos dos direitos humanos e castigando seus responsáveis e realizando a tempo as presidenciais", disse a secretária americana em entrevista coletiva, após uma reunião com o ministro de Exteriores angolano, Assunção dos Anjos.

A chefe da diplomacia americana ressaltou que o Governo angolano já iniciou projetos de desenvolvimento utilizando o lucro procedente da exploração do petróleo para reconstruir as infraestruturas destruídas durante os 27 anos de guerra civil no país, e promove ativamente a reconciliação nacional.

"Sentimo-nos animados com as medidas adotadas pelo Governo angolano para democratizar o país, e sabemos que o sucesso dependerá da transparência, da prestação de contas e da vigilância" desses princípios, disse Hillary, que ressaltou que "a paz dará ao povo angolano a oportunidade de concretizar seu potencial" de desenvolvimento.

Segundo Hillary, a aliança estratégica entre Angola e EUA se caracterizará pelo trabalho conjunto para revitalizar a agricultura angolana, setor econômico vital deste país que proporciona muitas oportunidades de emprego e que foi destruído durante a guerra.

Anjos e Hillary discutiram as possibilidades de aprofundar a cooperação bilateral na área da energia, principalmente a renovável, com especial ênfase na geração hidrelétrica e na utilização desses recursos energéticos para incrementar o desenvolvimento de Angola e do resto da África meridional.

"Vamos trabalhar juntos em matéria de comércio e investimentos, no reforço da segurança nacional e na luta contra o flagelo da malária (doença que até continua sendo a principal causa de morte do continente africano)", acrescentou Hillary, que ressaltou que "as oportunidades e prosperidade para o povo angolano dependerão de um bom Governo e das instituições democráticas".

A secretária americana se referiu também à corrupção em Angola, "um problema registrado no mundo todo, que impede a boa governança e não permite que as pessoas participem plenamente do desenvolvimento da sociedade".

"É preciso reconhecer que Angola já deu os passos para aumentar a transparência, que seu Governo divulga publicamente o valor do lucro derivado do petróleo e está trabalhando com funcionários do Departamento do Tesouro para tornar mais transparentes as operações referentes às finanças do Executivo", disse Hillary.

Angola é a terceira etapa da viagem de 11 dias da secretária americana por sete países da África Subsaaariana, iniciada na quinta-feira passada no Quênia, passando depois pela África do Sul e que a levará depois à República Democrática do Congo, Nigéria, Libéria e Cabo Verde, de onde voltará a Washington.

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