Hillary diz que ações beligerantes de Pyongyang terão consequências

Washington, 27 mai (EFE).- A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, advertiu hoje a Coreia do Norte das consequências de seus testes nucleares, que qualificou como ações provocativas e beligerantes.

EFE |

Em um breve discurso à imprensa, Hillary ressaltou que os Estados Unidos estão comprometidos em defender a segurança dos países vizinhos, como Japão e Coreia do Sul, diante dos testes com mísseis nucleares realizados recentemente pela Coreia do Norte.

Apesar de não ter dado detalhes específicos, Hillary disse que o Conselho de Segurança da ONU continua negociando uma resolução contra a Coreia do Norte, país que terá que enfrentar as consequências pelas ameaças militares lançadas contra os navios americanos e sul-coreanos.

Desde segunda-feira passada, a Coreia do Norte realizou seu segundo teste nuclear e lançou pelo menos cinco mísseis de curto alcance - hoje foi informado sobre o mais recente deles, disparado ontem à noite -, fazendo pouco caso das advertências de EUA, Japão, Coreia do Sul ou da própria ONU.

Além disso, a Coreia do Norte deu mais um passo em sua série de desafios ao ameaçar hoje a Coreia do Sul com um ataque militar se seus navios forem interceptados.

Disse também que não garante a segurança dos navios estrangeiros no Mar Ocidental (Mar Amarelo), onde, em anos recentes, os dois países mantiveram enfrentamentos armados.

O regime de Pyongyang reagiu assim à decisão tomada ontem pelo Governo de Seul de aderir à Iniciativa de Segurança contra a Proliferação (PSI, em inglês) americana contra o tráfico de armas de destruição em massa, que permite a abordagem de navios suspeitos.

Em resposta a esta ameaça, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse que Pyongyang não conseguirá "a atenção que está buscando", e acrescentou que só alcançará "seu isolamento".

"Suas ações só aprofundam ainda mais seu isolamento da comunidade internacional, e dos direitos e obrigações que eles mesmos se comprometeram a seguir", disse o porta-voz, em sua entrevista coletiva diária. EFE pgp/an

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