Hillary deve deixar disputa pela Casa Branca, diz pesquisador

Washington, 7 mai (EFE).- A retirada de Hillary Clinton da disputa pela candidatura democrata às eleições presidenciais dos Estados Unidos é questão de dias, segundo o pesquisador John Zogby.

EFE |

Para ele, a senadora por Nova York deixará a campanha pela Casa Branca antes das próximas primárias de terça-feira que vem, na Virgínia Ocidental.

"Acredito sinceramente que (Hillary) encontrará uma forma de deixar a corrida (pela Casa Branca) antes das próximas primárias para não prejudicar seu futuro e para que não a acusem de atrapalhar (Barack) Obama e suas possibilidades em uma eleição geral", indica Zogby em artigo divulgado hoje no site da "BBC".

Zogby afirma que os motivos que o levam a pensar que Hillary vai sair de cena são que não há chances matemáticas de ela vencer, sua campanha está praticamente sem dinheiro e será difícil para ela arrecadar fundos após os resultados de terça-feira na Carolina do Norte e em Indiana.

O pesquisador acrescenta que na noite passada não aconteceu nada para alimentar as esperanças de Hillary e sua continuidade simplesmente daria a impressão de que quer prejudicar Obama.

A senadora por Nova York também enfrenta o problema, segundo Zogby, de não ter uma liderança sólida com a proximidade das eleições presidenciais de 4 de novembro, devido à percepção negativa sobre ela que se reflete nas pesquisas.

"Não tenho provas de que vai jogar a toalha ou quando a jogará. É uma Clinton e os Clinton não têm a palavra 'perder' em seu dicionário", admite Zogby em seu artigo, no qual explica que os argumentos sobre sua possível retirada são os usados tanto pelos partidários da ex-primeira-dama quanto pelos de Obama.

Zogby prevê que nas próximas 48 horas cerca de 30 "superdelegados" (líderes do Partido Democrata e funcionários eleitos) darão seu apoio a Obama, o que deverá fortalecer o senador por Illinois.

O aspirante democrata disse na terça-feira que está a só 200 delegados de ser o candidato presidencial democrata.

Obama alcançou, nesta terça-feira, a vitória na Carolina do Norte, onde venceu por 14 pontos percentuais e ficou praticamente empatado com Hillary em Indiana, onde a senadora obteve um triunfo apertado por dois pontos. EFE tb/rb/db

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