WASHINGTON (Reuters) - A secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, viaja na semana que vem à América Latina, o que inclui uma visita ao Brasil, onde deve buscar apoio para novas sanções ao programa nuclear iraniano. O Departamento de Estado disse nesta quarta-feira que a viagem de Hillary, de domingo a sexta-feira da semana que vem, começará no Uruguai, onde ela assiste à posse do presidente eleito José Mujica na segunda-feira.

Em seguida, a secretária de Estado embarca para o Chile, antes de chegar ao Brasil, onde tem encontros previstos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chanceler Celso Amorim, segundo nota do Departamento de Estado.

O Brasil, que não demonstra apoio a novas sanções contra o Irã, ocupa atualmente uma das vagas provisórias do Conselho de Segurança da ONU, e faz campanha ativamente por uma vaga permanente.

Os EUA, junto com os outros quatro membros permanentes e a Alemanha, discute possíveis novas sanções ao Irã devido à recusa do país em abandonar suas atividades de enriquecimento de urânio, que o Ocidente suspeita que estejam voltadas para o desenvolvimento de armas nucleares. O governo de Teerã nega.

Rússia e China, que têm poder de veto no Conselho, parecem relutar em adotar novas sanções, e funcionários dos EUA afirmaram que Hillary deve abordar o assunto do Irã no Brasil, uma voz influente entre as nações em desenvolvimento.

Hillary alertou em dezembro os países da América Latina a não se aproximarem demais do Irã, pois essa "má ideia" teria consequências. Naquela época, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, esteve no Brasil, na Bolívia e na Venezuela.

Após encerrar sua primeira visita à América do Sul na qualidade de chanceler dos EUA, Hillary passará pela Costa Rica, onde discursa numa conferência econômica, e pela Guatemala, onde espera se reunir com líderes de outros países centro-americanos, segundo o Departamento de Estado.

(Reportagem de Andrew Quinn)

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