Hillary destaca empenho dos EUA em processo de paz no O.Médio

Washington, 19 mai (EFE).- A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, destacou hoje o papel de liderança que o Governo do presidente Barack Obama quer exercer no processo de paz no Oriente Médio e na região do Pacífico, onde não pretende ceder terreno a potências emergentes.

EFE |

Em sua primeira coletiva concedida a jornalistas estrangeiros, Hillary falou por 40 minutos e só respondeu a sete perguntas sobre o atual cenário internacional.

A ex-primeira-dama se apresentou à imprensa estrangeira um dia depois de Obama ter se reunido com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e a uma semana das visitas dos presidentes do Egito, Hosni Mubarak, e da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas.

Neste contexto, Hillary previu que os EUA entrarão num "período intenso" de gestões para tentar levar adiante o estagnado processo de paz entre israelenses e palestinos.

Ontem à noite, a chefe da diplomacia americana participou de um jantar de trabalho com Netanyahu e, assim como fez Obama, pediu ao premiê israelense que ponha fim aos assentamentos judaicos em territórios palestinos, um dos compromissos previstos no chamado Mapa de Caminho.

Na entrevista desta terça, a secretária de Estado americana reiterou que Washington "está comprometido" com a solução de dois Estados, que implica a convicção de que os palestinos "merecem um Estado viável".

O desejo de Washington de liderar em outras partes do mundo também ficou evidenciado quando Hillary destacou que os EUA não perderão espaço para ninguém no Pacífico. Tal comentário foi uma resposta a informações que apontam para um potencial declive do país como única força dominante na região.

"O fato de um país como a China estar tendo mais êxito ou de a Indonésia ser agora uma democracia bem-sucedida é visto por nós como algo que favorece toda a região do Pacífico", disse a ex-primeira-dama.

A esse respeito, a secretária de Estado quis ressaltar que os EUA "não estão cedendo o Pacífico a ninguém" e que, além de uma agenda multilateral muito ativa que pretende reforçar, o país mantém relações bilaterais fortes com várias nações da região, como a Austrália.

"Somos um poder 'transpacífico' assim como transatlântico", declarou.

Hillary também se referiu ao Paquistão, país que, junto com o Afeganistão, é outra prioridade do Governo de Obama, que quer devolver a estabilidade a essa região.

A chefe da diplomacia americana, que horas antes havia anunciado a doação de US$ 110 milhões para os deslocados pelos combates no oeste do Paquistão, destacou que os EUA trabalham de perto com os serviços de inteligência dessa e de outras nações para determinar a origem das armas que acabam em mãos dos talibãs.

Além disso, respondeu a uma pergunta sobre a próxima cúpula do G8 (os sete países mais industrializados do mundo e a Rússia), que acontece em julho, na Itália.

A titular do Departamento de Estado comentou a ampliação do G8 e a transferência da cúpula para a cidade italiana de L'Aquila, uma das mais afetadas pelo terremoto de 6 de abril, que matou quase 300 pessoas.

Na opinião da diplomata, a ampliação do G8, que passará a integrar nações que não fazem parte do grupo, "será um grande passo para unir o mundo" em torno dos desafios que a comunidade internacional enfrenta.

Perguntada sobre o escudo antimísseis que os EUA quer instalar na Polônia e na República Tcheca, Hillary reiterou que essa iniciativa faz parte de uma revisão estratégica em andamento que levará em conta tanto os aspectos técnicos como a "responsabilidade" do Governo em proteger seus aliados.

A secretária de Estado falou ainda sobre a viagem de Obama a Gana depois da cúpula do G8, que, segundo disse, será uma oportunidade para o presidente demonstrar seu compromisso com a África.

Além disso, parabenizou as quatro mulheres kuwaitianas que, pela primeira vez na história do país, foram eleitas para cargos políticos. EFE ca/sc

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