Hillary defende unidade democrata e dá forte apoio a Obama

Teresa Bouza. Denver (EUA), 26 ago (EFE).- A senadora Hillary Clinton defendeu nesta terça-feira a união do Partido Democrata e demonstrou um forte apoio à candidatura de Barack Obama, numa noite em que os democratas não economizaram críticas ao republicano John McCain.

EFE |

"Estou orgulhosa de estar aqui esta noite", disse a senadora por Nova York, durante o segundo dia da Convenção Democrata em Denver, na qual se definiu como "uma orgulhosa partidária de Barack Obama".

Em seu discurso no Pepsi Center de Denver, tentou acalmar seus seguidores, que em muitos casos ainda resistem a apoiar Obama.

"Independentemente de terem votado em mim ou em Barack, chegou o momento de nos unirmos em um único partido com uma única causa.

Estamos no mesmo time e nenhum de nós pode ficar de fora", insistiu.

Obama precisa dos 18 milhões de eleitores que apoiaram Hillary nas primárias, especialmente a classe trabalhadora e os eleitores brancos, entre os quais a senadora é muito popular.

Muitos dos seguidores de Hillary olham com ceticismo a candidatura de Obama, um político de 47 anos com pouco mais de três anos de experiência no Senado.

E o candidato presidencial republicano, John McCain, tratou de explorar essas fissuras entre os democratas.

Nesta terça-feira sua campanha lançou um novo anúncio que lembra os comentários de Hillary sobre Obama nas primárias, quando a ex-primeira-dama criticou com dureza a falta de experiência do jovem senador por Illinois e pôs em xeque sua capacidade de governar.

Hillary evitou hoje esse terreno escorregadio, mas deixou claro que vê em Obama um líder capaz de fazer frente aos desafios dos EUA.

Depois de enumerar as razões que a tinham levado a concorrer pela Casa Branca - a defesa da classe média, o seguro universal de saúde e a luta para que os Estados Unidos recuperem o prestígio perdido no mundo - insistiu em que esses são os motivos que a levam a respaldar Obama.

Hillary também aproveitou seu discurso para atacar McCain, ao relacionar uma eventual Presidência do senador pelo Arizona com as políticas fracassadas do atual Governo.

A senadora por Nova York afirmou que McCain promete a mesma política de George W. Bush, "com mais estagnação econômica, combustíveis caros, e execuções hipotecárias, além de mais guerra e menos diplomacia".

Hillary não foi a única hoje a criticar o candidato republicano.

O governador de Iowa, Chet Culver, assegurou que as companhias petrolíferas "estão apostando em John McCain, financiando sua campanha e brincando com o futuro dos EUA".

O senador Patrick Leahy, de Vermont, disse que "John McCain oferece quatro anos a mais das mesmas políticas fracassadas de Bush e (do vice-presidente Dick) Cheney".

Já o ex-governador da Virgínia Mark Warner assegurou que as eleições de novembro servirão para os americanos escolherem entre o futuro e o passado.

Warner, favorito para a cadeira da Virgínia no Senado no pleito de novembro, afirmou que os eleitores "têm a oportunidade de acertar" ao escolher Barack Obama.

"Estas eleições não são para escolher entre o liberal e o conservador, entre a esquerda e a direita. São para escolher entre o futuro e o passado", afirmou.

"Atualmente, neste momento vital da nossa história, temos uma oportunidade de acertar, e a situação atual simplesmente não nos favorece", acrescentou.

"Precisamos de um presidente que entenda o mundo de hoje, o futuro que queremos e a mudança que necessitamos. Precisamos de Barack Obama", disse Warner.

O ex-governador foi o responsável pelo discurso central da convenção, que reúne os temas principais da reunião e que geralmente é pronunciado por personalidades consideradas em ascensão dentro do partido. EFE tb/mh

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