Hillary defende aproximação de Obama com Chávez

WASHINGTON - A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, defendeu nesta quarta-feira a nova política do governo de Barack Obama de se aproximar do presidente venezuelano, Hugo Chávez, após considerar que o isolamento dos últimos oito anos não funcionou muito.

EFE |

"Isolamos (Chávez), foi isso o que aconteceu. É um tipo muito sociável e buscará amigos onde puder encontrá-los", devido aos "oito anos de isolamento", disse a chefe da diplomacia dos Estados Unidos em uma audiência da Comissão de Assuntos Exteriores da Câmara de Representantes.

"Nossa crença é de que se (esse isolamento) não funcionou, por que seguir com ele? Vejamos o que mais pode ser possível", disse Hillary na primeira audiência da qual participou no Congresso desde que assumiu o cargo, em janeiro.

Nesse sentido, a chefe da diplomacia lembrou que os Estados Unidos acertaram com o governo de Caracas "considerar a troca de embaixadores", o que, em sua opinião, "é um fato positivo". "Veremos o que mais pode acontecer ao buscar formas de trabalhar juntos" com o governo de Chávez, explicou.

Hillary fez as declarações em resposta às preocupações do legislador republicano Dan Burton com as "associações" de Chávez com Rússia, China e Irã.

O parlamentar também criticou a suposta "coalizão que se formou e que pode ameaçar não só a segurança das Américas Central e do Sul, mas também a dos EUA".

Na audiência, Hillary defendeu a política do governo de Obama, que estabeleceu como meta melhorar a imagem e as relações dos EUA no mundo.

A maioria dos republicanos criticou a aproximação de Obama com Chávez, em particular o fato de ter apertado a mão do presidente venezuelano na 5ª Cúpula das Américas, que terminou no último domingo em Trinidad e Tobago.

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