Hillary considera 'histórica' resolução da ONU sobre homossexuais

Resolução para promover a igualdade dos indivíduos sem distinção da orientação sexual é rejeitada por países islâmicos

iG São Paulo |

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, considerou "histórica" a aprovação da resolução do Conselho de Direitos Humanos da ONU nesta sexta-feira sobre os direitos dos homossexuais , uma vez que reafirma a universalidade dos direitos humanos. Considerada histórica por outros países ocidentais, a resolução foi rejeitada pelos países islâmicos.

"Representa um momento histórico para ressaltar os abusos aos direitos humanos e as violações sofridas pelas pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transexuales em todo o mundo, apenas por serem quem são", disse Hillary numa declaração.

"A resolução de hoje é um ponto de referência na reafirmação de que os direitos humanos são universais. As pessoas não podem ser excluídas de proteção simplesmente por sua orientação sexual ou identidade de gênero", afirmou a chefe da diplomacia americana.

"Hoje, demos um passo importante adiante em nosso reconhecimento de que os direitos humanos são de fato universais. Reconhecemos que é errada a violência contra uma pessoa por causa de quem ela é", disse a embaixadora americana Eileen Chamberlain Donahoe, elogiando a "resolução simples, mas histórica".

"O direito de escolher quem amamos e de compartilhar a vida com aqueles que amamos é sagrado. Além disso, enviamos uma mensagem inequívoca de que cada ser humano merece proteção igual", afirmou ela.

O texto, apresentado pela África do Sul, foi aprovado com 23 países a favor, 19 contra, 3 abstenções e uma delegação ausente durante a votação do conselho. A Líbia, que era membro do fórum de Genebra de 47 assentos, foi suspensa em março do conselho.

Delegações de países como Paquistão, Arábia Saudita, Barein, Catar e Bangladesh se retiraram da sala para rejeitar a iniciativa. O embaixador da Mauritânia na ONU em Genebra, xeque Ahmed Ould Zahaf, disse que a questão não está no âmbito de nenhum tratado internacional de direitos humanos.

"Essa questão não tem nada a ver com direitos humanos", disse antes da votação. "O que encontramos aqui é uma tentativa de mudar o direito natural de um ser humano por um direito não natural. É por isso que exortamos todos os membros a votar contra ela."

No geral, a homossexualidade é um tabu nos países islâmicos e é considerada uma violação dos valores religiosos e culturais. Os homens homossexuais no Golfo Pérsico são frequentemente presos e condenados à prisão.

*Com Reuters e AFP

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