Hillary condiciona qualquer negociação entre EUA e Hamas

Sharm el-Sheikh (Egito), 2 mar (EFE).- A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou hoje que a Casa Branca vai consultar constantemente seus parceiros sobre os termos de um futuro diálogo com o Irã, mas condicionou qualquer aproximação ao Hamas.

EFE |

"Para conseguir qualquer tipo de compromisso (com o Irã), faremos consultas com nossos amigos", afirmou Hillary em entrevista coletiva ao término de uma conferência internacional em favor da reconstrução da Faixa de Gaza.

A chefe da diplomacia americana lembrou que, como assegurou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a Casa Branca está disposta "a estender a mão" ao regime de Teerã.

Na sexta-feira passada, Obama afirmou que os EUA desenvolverão uma aproximação "sustentada e guiada por princípios" com todos os países do Oriente Médio, "incluindo Irã e Síria", e acrescentou que os desafios regionais não podem ser enfrentados "de maneira isolada".

Hillary reiterou hoje esses pontos e indicou que Washington "consultará constantemente" seus amigos e parceiros, o que já aconteceu nos últimos dias no Egito, na Jordânia e em algumas nações do Golfo Pérsico.

Acrescentou que essa atitude se aplica também ao regime sírio, que há um ano está tentando gestões internacionais para romper o isolamento ao qual estava submetido nas últimas décadas.

Hillary se reuniu em Sharm el-Sheikh com o ministro de Assuntos Exteriores sírio, Walid al-Moualem, que também estava presente na conferência sobre Gaza, mas não quis fornecer detalhes sobre a conversa.

"Estamos em consultas com nossos amigos, aliados e parceiros para determinar que áreas de cooperação e compromissos são possíveis (nos países da região), e isso inclui a Síria", acrescentou.

No entanto, ao ser perguntada se a Casa Branca também está disposta a conversar com o movimento palestino Hamas, que controla Gaza e é considerada uma organização terrorista por EUA e União Europeia (UE), Hillary condicionou qualquer contato.

"O Hamas não é um país, é uma entidade que tem de entender os princípios de qualquer compromisso", uma postura que, acrescentou, é mantida tanto pelos EUA como por outros membros do Quarteto para o Oriente Médio (UE, Rússia e a ONU) e também a Liga Árabe.

"Há um acordo no qual existem certos princípios que o Hamas tem de adotar para que qualquer de nós se comprometa com essa organização, e eles são o reconhecimento de Israel, a renúncia à violência e aceitar os acordos anteriores da Organização para a Libertação da Palestina" (OLP), acrescentou.

"Todos sabem o que o Hamas tem de fazer, e agora só depende do Hamas", insistiu.

Hillary chegou ontem à noite ao Egito para participar da conferência sobre Gaza, na qual anunciou que a Casa Branca outorgará uma ajuda de US$ 900 milhões para os moradores do território palestino.

Depois de passar pelo Egito, a secretária de Estado americana viaja hoje a Jerusalém para se reunir com as autoridades israelenses.

Seu giro internacional, que acontece até o dia 7 de março, a levará ainda aos territórios palestinos, Bélgica, Suíça e Turquia.

EFE jfu-ag/mh

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