Hillary condena plano de pastor para queimar Alcorão no 11/09

Para secretária de Estado, ideia de pastor da Flórida é deplorável e não representa a visão dos americanos em relação ao islã

iG São Paulo |

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, criticou o pastor da Flórida Terry Jones, autor do plano para queimar o Alcorão , livro sagrado dos muçulmanos, para marcar o nono aniversário dos ataques terroristas do 11 de Setembro.

AFP
Segundo Hillary, tropas americanas podem sofrer mais ataques se plano de pastor vingar
Depois de ter atraído diversas críticas , a ideia do pastor foi classificada como "deplorável" por Hillary, para quem o plano não representa a visão dos americanos em relação ao islã. "Não é o que somos", disse a secretária, que fez questão de distanciar a política externa americana do projeto do pastor.

De acordo com a rede de TV americana CNN, os comentários de Hillary foram feitos durante um discurso na organização não-partidária Council on Foreign Relations, nesta quarta-feira. Ela disse ainda que o pastor da Flórida lidera uma pequena congregação, que seu plano de queimar o Alcorão não atraíra a atenção da mídia, e lamentou "o mundo em que vivemos hoje".

Jones, de 58 anos e gerente de um antigo hotel, argumenta que, como um cristão americano, ele tem o direito de queimar o livro sagrado do Islã, pois "está cheio de mentiras". E, em outra época, ele poderia ter sido facilmente ignorado, como foi no ano passado, quando colocou uma placa em sua igreja, que declarava "o Islã é do diabo".

Oriente Médio

A secretária disse ainda que se a ideia de Jones vingar pode trazer prejudicar as tropas americanas, que ainda ocupam o Iraque e estão em combate no Afeganistão, sul da Ásia.

O discurso é feito por Hillary dias antes de uma viagem que fará pelo Oriente Médio. Na próxima semana, a secretária de Estado visita Egito e Jerusalém para uma segunda rodada de negociações entre árabes e israelenses. Na semana passada, ela reabriu formalmente os diálogos de paz no Departamento de Estado, e teve encontros com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas.

*Com EFE e AFP

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