JERUSALÉM - A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, visitará Israel e a Autoridade Nacional Palestina (ANP) na próxima semana, em sua primeira viagem oficial ao Oriente Médio à frente da diplomacia americana.

Segunda-feira, Clinton estará no Egito em uma conferência de países doadores para a reconstrução da Faixa de Gaza. No mesmo dia, ela chegará à noite no aeroporto de Tel Aviv, em Israel, confirmaram fontes oficiais palestinas e israelenses.

Fontes diplomáticas israelenses disseram à Agência Efe que Hillary se reunirá com os principais líderes de Israel na terça em uma rodada de caráter "consultivo", já que o governo ainda não foi formado desde as eleições de 10 de fevereiro.

Entre os dirigentes que se encontrarão com a secretária de Estado americana estão o primeiro-ministro, Ehud Olmert, que conclui suas funções; o presidente do Estado, Shimon Peres; o líder do partido conservador Likud, Benjamin Netanyahu, e a chefe do Kadima, Tzipi Livni.

Situação do novo governo

Netanyahu tenta formar um governo de unidade nacional israelense desde sexta-feira. Após encontro com o Kadima, o partido de Livni demonstrou tendência de formar oposição.

Com isso, o mais provável é que ele faça uma coalizão com formações da extrema direita, contrárias às concessões territoriais aos palestinos. A perspectiva é motivo de preocupação na comunidade internacional e, especialmente, para o povo palestino.

"As conversas com Clinton confrontarão com a formação do governo em Israel", afirmou nesta segunda-feira o chefe da equipe negociadora da Associação Nacional Palestina (ANP), Saeb Erekat, em declarações a uma emissora de rádio.

Ao confirmar a visita da secretária de Estado, Erekat disse que qualquer governo israelense a ser formado deve parar de construir nos assentamentos judeus dos territórios palestinos ocupados e comprometer-se com os acordos assinados e a solução de dois Estados.

Erekat acompanha o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, em visita oficial à República Tcheca - país que exerce a presidência semestral da UE.

Há poucos dias, Abbas disse que a comunidade internacional deveria "boicotar" o novo governo israelense se este se desviar do caminho da paz.

"Abbas dirá à Administração americana que, se o governo israelense não respeitar estas condições, não será considerado (por nós) um parceiro para o processo de paz", comentou Erekat.

Esta será a primeira visita de Hillary desde que assumiu o novo cargo, em 20 de janeiro. Ela já esteve na região diversas vezes nos anos 90, como primeira-dama dos Estados Unidos e depois como senadora.

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