Hillary Clinton visita Haiti em plena crise política

Chefe da diplomacia norte-americana diz que não deixará de ajudar o país, mas pede a candidato que se retire de disputa

iG São Paulo |

Os Estados Unidos não tem planos de suspender a ajuda ao Haiti enviada desde que um terremoto devastou o país ha um ano, mas insistem que o sucessor escolhido pelo atual presidente se retire da disputa para por fim a crise política no país. É o que disse a chefe da diplomacia americana, Hillary Clinton.

AP
Hillary desembarcou no Haiti neste domingo e conversa com políticos na segunda
Ela chegou na empobrecida nação caribenha para uma breve visita e deve se reunir com o presidente René Préval, e cada um dos três candidatos que disputam sua sucessão. Apenas dois candidatos podem ir para a segunda rodada, adiada para 20 de março.

A funcionária dos EUA na ONU, Susan Rice, disse recentemente que "o apoio sustentado" dos Estados Unidos exige que a recomendações do órgão sejam implementado. Muitas autoridades haitianas, incluindo líderes do partido de Préval Unidade e do candidato rival Michel Martelly, interpretaram a fala como intromissão.

Clinton foi recebida no aeroporto apenas pelo embaixador de seu país e manifestantes que protestavam contra este episódio. Em entrevista, rejeitou categoricamente a sugestão. "Nós não estamos falando sobre nada disso. Temos um profundo compromisso com o povo haitiano."

Perguntado se havia algum conjunto de circunstâncias que levariam Washington a cortar a ajuda, Clinton disse: "Neste momento, não."

Ainda assim, ela insistiu que os Estados Unidos iriam pressionar para que as recomendações por monitoramento internacional nas eleições. "Uma das maneiras que nós queremos ajudar o povo haitiano é certificando-se que as suas escolhas políticas são respeitadas."

O resultados finais do primeiro turno das eleições haitianas devem ser divulgados na quarta-feira. Apenas cinco dias depois, em 07 de fevereiro, chega ao fim o mandato constitucional de cinco ano de de Préval. Uma lei aprovada pelo Senado lhe permitiria permanecer no poder por mais três meses, mas não está claro se o seu governo continuaria a ser reconhecido pelos países doadores. "Esse é um dos problemas de que temos de falar", disse Hillary.

A crise política é mais um problema na nação mais pobre do hemisfério ocidental. Centenas de milhares de pessoas permanecem em campos de desabrigados e uma epidemia de cólera já matou mais de 4 mil pessoas.

Com AP e AFP

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