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Hillary Clinton promete uma nova era para a América

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, prometeu nesta quinta-feira, ao assumir o cargo, que a América entrará numa nova era, ao mesmo tempo em que prometeu adotar uma diplomacia forte.

AFP |

"Acredito de todo meu coração que é uma nova era para a América", disse Hillary Clinton às centenas de pessoas presentes, entre elas muitos diplomatas, no hall lotado da entrada do prédio do departamento de Estado.

"Farei o possível para afirmar claramente que uma diplomacia forte e um desenvolvimento eficaz são as melhores ferramentas a longo prazo para tornar o futuro da América mais seguro", acrescentou.

"O governo Obama/Biden está decidido a defender a segurança nacional e os interesses da América e a respeitar e ilustrar os valores da América no mundo", acrescentou.

Rival infeliz de Obama durante a campanha eleitoral, Hillary Clinton teve o cuidado de reafirmar que a luta fratricida entre os dois democratas pertence ao passado.

"Queremos transmitir mensagem clara e sem equívoco: somos uma equipe", disse.

Também criticou implicitamente a administração precedente, fazendo alusão ao clima de tensão entre o vice-presidente Dick Cheney e o ministro da Defesa Donald Rumsfeld de uma parte, e entre os dois secretários de Estado que se sucederam sob o governo de George W. Bush, Colin Powell e Condoleezza Rice.

"Não toleraremos mais esse gênero de divisão que paralisa e enfraquece nossa capacidade de obter resultados para a América", declarou.

A indicação da ex-primeira-dama para o cargo máximo da diplomacia americana foi confirmada na quarta-feira pelo plenário do Senado, em Washington.

Hillary já havia recebido o aval da Comissão de Relações Exteriores do Senado, mas um senador republicano, John Corryn, pediu que seu nome fosse submetido ao plenário por causa da alegação de suposto conflito de interesse por causa da Fundação Clinton, do marido dela, o ex-presidente Bill Clinton: a fundação recebeu doações de governos estrangeiros, o que comprometeria a nomeação de Hillary.

A ex-primeira-dama, no entanto, acabou recebendo o apoio até de parlamentares republicanos no plenário, incluindo o ex-candidato à presidência pelo partido, John McCain.

A nova secretária de Estado enfrentará no cargo o conflito entre israelenses e palestinos na Faixa de Gaza e o envolvimento americano no Afeganistão e no Iraque. Segundo ela, "não será fácil".

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