Hillary Clinton promete dar meios aos iraquianos para aumentar a segurança

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, prometeu que os Estados Unidos darão aos iraquianos os meios para garantir sua segurança, durante uma visita surpresa neste sábado a Bagdá, a nove semanas da retirada das tropas dos EUA do Iraque.

AFP |

"Continuaremos trabalhando muito, muito duro para dar a vocês as ferramentas com as quais poderão ter um país mais seguro", declarou Hillary Clinton a uma centena de iraquianos da sociedade civil reunidos na embaixada dos EUA em Bagdá, em meio a uma nova onda de violência.

EFE
Hillary Clinton e o primeiro-ministro do Iraque, Hoshyar Zebari

"Trabalharemos estreitamente com o governo iraquiano e as forças de segurança iraquianas durante a retirada de nossas tropas", afirmou Hillary Clinton.

Esta é a primeira visita de Hillary Clinton ao Iraque desde sua nomeação, em janeiro passado, como chefe da diplomacia dos Estados Unidos no governo de Barack Obama. O avião em que estava pousou no aeroporto de Bagdá às 08h30 (5h30 GMT).

Hillary Clinton chegou à capital iraquiana um dia depois de um duplo atentado suicida que matou 58 pessoas perto do mausoléu do imã Musa al Kadhim, no bairro de Jadamiya, no norte de Bagdá, um dos lugares santos xiitas mais visitados de Bagdá.

"Fomos informados sobre os atentados suicidas mortíferos que ocorreram quinta e sexta-feira e desejo saber da avaliação do (general Ray Odierno, chefe da Força Multinacional) sobre o que significa este tipo de atos e sobre o que se pode fazer para impedi-los", declarou Hillary Clinton ao chegar no país, aos jornalistas que a acompanham.

Hillary Clinton convidou os iraquianos à unidade: "Não há nada mais importante que a unidade do Iraque. Não vamos dizer a vocês como resolver os assuntos políticos internos. Vocês devem dizê-lo".

"Os Estados Unidos precisam ter certeza de que vocês apóiam uma poderosa força de segurança iraquiana não confessional e faremos o possível para que isso ocorra", acrescentou.

"Os atentados suicidas, terríveis pela quantidade de mortos e feridos que provocam, são um sinal infelizmente trágico de que os partidários da rejeição temem que o Irá vá na direção correta", disse a secretária de Estado dos EUA.

Hillary Clinton se reuniu com o general Odierno e depois com o representante especial do secretário geral da ONU no Iraque, Staffan de Mistura.

Ela também tem prevista uma reunião com o presidente iraquiano, Jalal Talabani, o primeiro-ministro, Nuri al Maliki, e seu colega Hoshyar Zebari.

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