Hillary Clinton promete ajuda de US$ 57 milhões para o Haiti

Washington, 14 abr (EFE).- A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, prometeu hoje uma ajuda de US$ 57 milhões ao Haiti durante uma conferência de doadores do país promovida pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

EFE |

A chefe da diplomacia dos Estados Unidos explicou que US$ 2 milhões dos US$ 57 milhões se destinarão a treinar a Polícia haitiana, US$ 20 milhões a trabalhos de infraestrutura, outros US$ 20 milhões a ajudar ao país a pagar sua dívida e mais US$ 15 milhões a projetos agrícolas.

"Este país está em uma situação limite na qual ou avança com a ajuda coletiva da comunidade (internacional) ou retrocede ainda mais", afirmou.

Hillary discursou nesta manhã em um painel aberto pelo presidente do BID, Luis Alberto Moreno, e que contou também com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon e a primeira-ministra do Haiti, Michele Duvivier Pierre-Louis.

"Se não se tomarem medidas, as consequências serão catastróficas", disse hoje Pierre-Louis, que definiu a situação de seu país como "muito frágil".

Hillary, por sua vez, pediu o compromisso com o Haiti dos presentes à conferência, que reúne hoje representantes de 20 países, assim como membros de ONGs e o ex-presidente Bill Clinton, marido de Hillary e orador central do evento.

O ato também atraiu diretores de organismos internacionais, como o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, e o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Khan.

Strauss-Khan afirmou, em declarações a um grupo de jornalistas, que a conferência tem que ser concluída hoje com o compromisso dos presentes de fornecer US$ 125 milhões para cobrir o buraco orçamentário do Haiti.

O BID divulgará os compromissos alcançados hoje por volta das 19h (pelo horário de Brasília).

Os fundos buscam respaldar o programa de reconstrução do Haiti que, em um prazo de dois anos, visa a quatro objetivos: reduzir a vulnerabilidade do país diante dos desastres naturais, revitalizar a economia, manter o acesso aos serviços básicos e preservar um marco macroeconômico estável.

Uma das prioridades do programa consiste em criar 150 mil postos de trabalho impulsionando investimentos em setores como o de infraestrutura e o manufatureiro.

O Haiti sofreu fortes tempestades tropicais em 2008, assim como graves revoltas, devido ao aumento no preço dos alimentos e dos combustíveis.

Essa combinação de fatores acabou com a ligeira melhora experimentada no país em três anos seguidos de crescimento econômico.

O Haiti é o país mais pobre do continente e os conferentes lembraram hoje que cerca de 1 milhão de haitianos devem entrar no mercado de trabalho durante os próximos cinco anos, no que alguns descreveram já como um "tsunami juvenil".

As agências multilaterais de desenvolvimento devem cancelar, no final deste ano, US$ 1 bilhão da dívida contraída pelo Haiti. EFE tb/jp

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