Hillary Clinton pede fim da guerra de palavras da Coreia do Norte

A Coreia do Norte deve parar com suas provocações que não contribuem para melhorar suas relações com os Estados Unidos, advertiu nesta sexta-feira a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, durante sua visita a seu aliado sul-coreano intimidado pelas ameaças de guerra de Pyongyang.

AFP |

"Pedimos à Coreia do Norte que acabe com sua guerra de palavras", disse Clinton durante uma entrevista à imprensa conjunta com seu colega sul-coreano Yu Myung-Hwan.

A secretária de Estado também disse ao regime comunista que despejar um balde de injúrias e ameaças sobre responsáveis sul-coreanos não ajuda a melhorar as relações com Washington.


Hillary Clinton durante encontro com o presidente da Coreia do Sul

Tensão entre Norte e Sul

Na quinta-feira, dia da chegada a Seul da chanceler americana em seu giro pela Ásia, o regime stalinista se declarou perfeitamente preparado para uma guerra com o Sul.

As relações entre as Coreias, sempre em estado de guerra desde o sangrento conflito de 1950-53, são péssimas desde à chegada ao poder do presidente sul-coreano Lee Myung-Bak em fevereiro de 2008.

Para agravar ainda mais o clima tenso, Pyongyang anunciou na segunda-feira o lançamento iminente de um dispositivo, oficialmente parte de seu programa espacial, alimentando temores de um novo teste de míssil de longo alcance.

"Um disparo como este seria contra a resolução 1718 das Nações Unidas de 2006 e segunda a qual a Coreia do Norte deve se abster de qualquer novo teste nuclear ou tiro de míssil balístico", disse Clinton.

A ditadura comunista já havia provocado uma crise internacional em 1998 quando atirou um míssil de longo alcance Taepodong-1 que sobrevoou o arquiléplogo japonês.

Em julho de 2006, Pyongyang realizou novos tiros, fracassados, de sete mísseis, entre eles um de longo alcance Taepodong-2 que gerou muita polêmica na época.

Giro de Hillary pela Ásia

Sobre o espinhoso tema nuclear, Clinton anunciou a nomeação de Stephen Bosworth como emissário na Coreia do Norte para tentar sair do impasse das discussões internacionais.

"Reafirmamos nossa vontade comum de trabalhar juntos e através de discussões a seis para obter o desarmamento nuclear completo e verdadeiro da península coreana", declaroui.

Segundo Hillary Clinton, a incerteza em torno da sucessão do líder norte-coreano Kim Jong Il complica as negociações sobre o desarmamento nuclear do país.

"Quando se consideram as futuras relações com um governo que não determinou uma sucessão clara, não tem vice-presidente nem primeiro-ministro, há razões para haver dúvidas", declarou Clinton à imprensa em Seul.

Já a caminho de Seul, Hillary insistiu em sua tese de que uma possível mudança iminente de liderança na Coréia do Norte parece ter estancado o programa de desnuclearização, e por isso é necessária uma nova estratégia para conseguir esse objetivo.

Hillary Clinton sugeriu que Pyongyang está adotando uma linha mais dura nas negociações sobre seu programa nuclear, coincidindo com a busca de um sucesso para seu líder, Kim Jong Il, que aparentemente sofreu um ataque cardíaco em agosto passado.

"Acho que é um momento especialmente importante para a Coréia do Sul, já que enfrenta muitos problemas em relação ao que está acontecendo na Coréia do Norte, o que a sucessão representará para eles", afirmou Hillary.

Após seus compromissos em Seul, a secretária de Estado americana embarcou para Pequim, última etapa de sua viagem.

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