Hillary Clinton faz visita surpresa ao Iêmen

Na primeira visita em 20 anos de um chefe da diplomacia dos EUA, secretária de Estado quer discutir atuação da Al-Qaeda no país

iG São Paulo |

Reuters
Chanceler iemita, al-Qaerbi (à esq.), caminha com a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, durante sua chegada ao Palácio Presidencial em Sanaa
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, desembarcou nesta terça-feira em Sanaa, capital do Iêmen, para um visita surpresa cujo objetivo é discutir com o presidente iemenita, Ali Abdullah Saleh, formas de combater a atuação da rede terrorista Al-Qaeda.

A Embaixada dos EUA em Sanaa informou que a visita deve durar apenas 12 horas e Hillary "traz uma mensagem de 'parceria de longo prazo'". Ela é a primeira chefe da diplomacia americana a visitar o país em mais de 20 anos.

Ao desembarcar em Sanaa, Hillary Clinton disse que o Iêmen "reconhece a ameaça da Al-Qaeda da Península Arábica e se tornou cada vez mais comprometido com uma estratégia ampla de contraterrorismo".

Hillary disse que os EUA querem ter mais que uma parceria militar com o Iêmen. Segundo a secretária, o governo americano quer ajudar o país a combater a pobreza e a desigualdade social, que impulsionam o extremismo.

"Estamos comprometidos a apoiar o Iêmen social, econômica e politicamente", afirmou Hillary. "Reavaliamos nosso pacote de assistência para que os investimentos não sejam destinados apenas ao combate ao terrorismo, mas também incluam outras prioridades."

No Iêmen, o braço da Al-Qaeda, conhecido como Al-Qaeda da Península Arábica, é considerado atualmente uma das principais fontes de propaganda e recrutamento da rede terrorista. Autoridades creem que sejam cerca de 300 membros, compostos por jihadistas veteranos do Iraque e Afeganistão, além de militantes da Arábia Saudita e Somália.

O governo iemenita tem aumentado suas operações antiterroristas com ajuda militar e de inteligência dos Estados Unidos.

Dentre os objetivos do grupo no Iêmen, local de nascimento do pai de Osama bin Laden, está o de atacar ocidentais e derrubar a família real saudita, aliada dos EUA. Seu líder, Nasir al-Wahashy, aconselha militantes a lançar ataques mais simples, com bombas improvisadas.

O pior ataque de autoria do grupo ocorreu um ano antes do 11 de Setembro, quando a Al-Qaeda da Península Arábica deixou 17 mortos ao atacar navio de guerra americano USS Cole, no porto de Áden.

*Com AFP e AP

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