Hillary Clinton está preparada para nova batalha pela candidatura

WASHINGTON - A senadora Hillary Clinton é a favorita para as eleições de amanhã na Virgínia Ocidental, mas nem essa nem as outras cinco primárias restantes permitirão que alcance seu adversário pela candidatura presidencial democrata, Barack Obama.

EFE |

O sistema proporcional impossibilita que a senadora possa alcançar o número de delegados que falta, mas sua equipe de campanha afirma que se Hillary superar Obama no final do processo de primárias em junho em votos populares, ela deveria ser a candidata democrata.

"Hillary está a ponto de receber o voto popular em nível nacional, uma parte chave de nosso plano para ganhar a candidatura", disse no domingo o presidente de sua campanha, Terry McAuliffe, em carta aos partidários da senadora.

McAuliffe esclareceu que esses cálculos incluem Flórida e Michigan, que foram penalizados pelo partido e não poderão enviar delegados à convenção democrata por terem antecipado a data de suas primárias.

Hillary ganhou nos dois estados, mas nenhum dos dois "presidenciáveis" democratas fez campanha e Obama sequer incluiu seu nome nas cédulas de Michigan.

O Partido Democrata analisará no final deste mês o que fazer com esses delegados, mas, até neste improvável cenário, Obama lideraria.

Mesmo assim, Hillary mantém sua candidatura e dedicou no domingo o Dia das Mães para fazer campanha na Virgínia Ocidental.

"Uma mulher é como um saco de chá. Não se sabe o quão forte é até que esteja em água quente", disse no domingo, parafraseando a ex-primeira-dama americana Eleanor Roosevelt.

Não resta dúvida de que Hillary Clinton está na "água quente" e poucos questionam sua força, mas com US$ 20 milhões de dívida e a impossibilidade matemática de atingir Obama, cada vez mais pessoas dão sua batalha como perdida.

Os sinais dessa derrota não deixam de aparecer.

A migração de "superdelegados" (importantes membros do partido e funcionários eleitos) para a campanha de Obama é um dos indícios mais sintomáticos.

Hillary liderava entre os "superdelegados", um exclusivo clube de aproximadamente 800 membros que serão decisivos neste ano na seleção do candidato presidencial democrata.

Tradicionalmente, o aspirante é eleito nas urnas mediante votação popular, mas nem Hillary nem Obama conseguirão neste ano os 2.025 delegados necessários, o que fará com que os "superdelegados" tenham a última palavra.

O progressivo avanço de Obama lhe permitiu ganhar adeptos na elite do partido, uma tendência que se acelerou após as primárias da semana passada na Carolina do Norte e em Indiana.

Outra das provas de que Obama poderia estar próximo a se tornar candidato são seus planos de viagem.

Assim, na quarta-feira irá a Michigan, um estado que, segundo os assessores do candidato republicano, John McCain, será palco de eleições presidenciais muito acirradas em 4 de novembro.

Obama terá assim a oportunidade de fazer campanha em um estado que foi ignorado depois que o partido anunciou sua intenção de penalizá-lo por antecipar o pleito.

A essa visita são somados seus planos de passar, na semana que vem, três dias na Flórida, outro estado que também será chave em novembro.

A equipe de campanha do senador por Illinois insiste em que Obama não dá a luta com Hillary nas primárias por encerrada e anunciou que irá a Oregon neste fim de semana, um dos estados nos quais ainda não houve votação.

Mas, apesar disso, começou também a planejar uma estratégia para começar a competir claramente com McCain.

"Nossa agenda reflete o fato de que ainda estamos lutando por votos e delegados (...) mas também que vamos visitar lugares que serão competitivos" em novembro, explicou à imprensa Bill Burton, um dos assessores de Obama.

"John McCain não teve um desafio durante muito tempo", disse Burton, em clara exibição da nova estratégia de Obama.

Leia mais sobre: eleições nos EUA

    Leia tudo sobre: eleições nos eua

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG